por Papa Léguas » quinta set 22, 2011 8:45 pm
Um peso e duas medidas? Outros interesses? Simples ignorância?
Na última mensagem aqui por mim colocada afirmei que tinha cessado as minhas intervenções sobre Áreas de Serviço na perspectiva da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.
Após 4 mensagens sobre o tema, em que me esforcei por ser pedagógico e demonstrei da correcção dos princípios sobre Áreas de Serviço constantes dos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios, deixei (deixámos todos) de obter sobre a matéria qualquer objecção.
Recordo que a ÚNICA objecção a estes dois pontos se baseava na interpretação, errada, como o demonstrei, de que era intenção do texto “acantonar as autocaravanas” nas áreas de serviço.
Já porque as diversas entidades subscritoras da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade assim o não entendem, já porque eu próprio o não perfilho, como aliás o provei com o que escrevi em Junho de 2009, ficou ainda mais clarificado que nunca por nunca poderia haver outra interpretação que não a que evoquei.
Aliás, a errada e persecutória interpretação foi deixada cair no esquecimento porque, depois de todas as explicações e análises que aqui fiz, coerentes, provadas e comprovadas, continuar a defender essas erradas interpretações seria irracional e descredibilizaria quem o fizesse ou quem o venha a fazer.
Está-se, pois, no que se refere aos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade sem argumentação plausível, coerente, para prosseguir, acusando as entidades subscritoras da Declaração de Princípios de ter como objectivo escondido o “acantonamento das Autocaravanas” nas Áreas de Serviço.
Quero, contudo, deixar, de forma ainda mais clara, dito que respeito as entidades ou personalidades que entendem que os locais para as autocaravanas estarem devem ser locais específicos, designadamente as Áreas de Serviço. É uma opinião de que discordo, mas que representa a posição de alguns que até a defendem com argumentação séria, sobre a qual devemos reflectir, mas, atenção!, não é essa a minha posição, nem se pode deduzir que os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios o preconizem.
Em 2009 alguns autocaravanistas proclamavam no Fórum do CampingCar Portugal a necessidade da aprovação do projecto de Lei 778/x que, na prática, impedia o estacionamento das autocaravanas na via pública onde houvesse uma Área de Serviço que não poderia ser ocupada por mais de 72 horas. Esta disposição, sim, se tivesse sido aprovada, enviaria coercivamente as autocaravanas para as Áreas de Serviço e para os Parques de Campismo.
Mas será de lançar um anátema sobre o Companheiro autocaravanista que convictamente defendia a aprovação deste projecto lei? Não!
Contudo, o curiosamente irritante, é que quem “acusa” os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios de querer discriminar as autocaravanas, “acantonando-as”, obrigando-as a estacionar em Áreas de Serviço e faz também juízos de valor sobre alegadas subordinações à FCMP, é a mesma pessoa que alegadamente colabora com o Companheiro Autocaravanista que defendia a aprovação de um projecto lei sobre o qual se diz que participou activamente, o que não é crime, mas que sobre o estacionamento das autocaravanas as discriminava negativamente.
Um peso e duas medidas? Outros interesses? Simples ignorância?
Que para todos seja evidente que não estou a fazer juízos de valor sobre pessoas, mas tão-somente a argumentar sobre afirmações que aqui são colocadas, não, como parece óbvio, com o intuito de analisar as ideias que melhor defendam o autocaravanismo, mas, sim, com o alegado objectivo de denegrir a minha imagem. Por isso, com moderação, mas firmeza, avanço com as explicações que provo e, simultaneamente, realço as incoerências.
Só a insegurança justifica…
Como foi desmontada toda a “estória” sobre os pontos 7 e 8 e que tinha por objectivo desacreditar a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, que é subscrita por entidades que representam uns milhares de autocaravanistas, vai-se agora saltitando de ideia em ideia para ver se se encontra o elo mais fraco. São adiantadas ideias e situações que pouco ou nada interessam à maioria dos autocaravanistas.
Principio por voltar a afirmar que o que escrevo sobre o pseudónimo de Papa Léguas apenas responsabiliza o seu autor. Em 5 de Dezembro de 2008 divulguei um texto que denominei de “Declaração de responsabilidade” e em que tive o cuidado de separar a responsabilidade das minhas intervenções pessoais das minhas intervenções enquanto representante de qualquer entidade. Essa forma de relacionamento continua bem presente nas minhas intervenções.
Ninguém, minimamente atento às questões do Autocaravanismo, ignora que o Clube Português de Autocaravanas, um dos subscritores da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade é associado da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e, por isso, vem sendo acusado, inclusive o respectivo Presidente da Direcção, das mais irrealistas intenções e de tudo o mais que se vá anonimamente propalando. Mas, quando alguns sócios do CPA, informados, rebatem as acusações, de imediato se transfere o peso da culpa para a FCMP.
Sejamos mais objectivos:
1 - Começou este tópico por abordar a questão das Áreas de Serviço e à pala disso “exige-se” que os Parques de Campismo apoiem o autocaravanismo;
2 – Vem-se promovendo o descrédito da FCMP, onde milhares de autocaravanistas estão federados e são portadores da chamada Carta Desportiva e exige-se que a FCMP permita o acesso dos que não querem ter a “carta” (o que é legitimo) às Áreas de Serviço;
3 – Quando demonstro a incoerência de simultaneamente se denegrir a imagem do campismo e querer que os Parques de Campismo (espaços por excelência do campismo) apoiem o autocaravanismo, o silêncio é a resposta;
4 – Quando se interpreta erradamente os pontos 7 e 8 (Áreas de Serviço) da Declaração de Princípios e essa errada interpretação é desmontada, salta-se para longe deste tema e avança-se noutro percurso, porque o objectivo não é o diálogo, não é o esclarecimento, o objectivo é isolar o CPA e, se possível, desacreditá-lo.
Repare-se nesta frase, a título de exemplo, tirada do Fórum:
“Mas o verdadeiro problema e questão, porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical, e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória, não é estranho depois a FCMP assinar esse documento.”
Temos aqui um bom exemplo de avaliação. Vejamos:
a) Mas o verdadeiro problema e questão – O “problema” das áreas de Serviço referidas no ponto 7 e 8 da Declaração de Princípios, a que era dada uma interpretação errada, não é, afinal, o verdadeiro problema.
b) porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical – Trata-se de uma pergunta de estilo para que algum dirigente da FCMP responda; contudo tenho dúvidas que a FCMP tenha prescindido dos direitos dos sinais, porque, o que me parece, é que venha a conceder a utilização a outra ou a outras entidades, não prescindindo, contudo, dos seus direitos de proprietário; no entanto, esta minha percepção, não passa, neste momento, de especulação;
c) e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória – o CPA não vem dizer nada que as outras entidades que subscreveram a Declaração de Princípios o não façam e, com esta frase, quer-se isolar o CPA, passando a mensagem que é o único subscritor do texto contido na Declaração de Princípios; mas vai-se mais longe deturpando a frase e a ideia contida na Declaração de Princípios e, também por isso, se quer isolar o CPA;
d) não é estranho depois a FCMP assinar esse documento – Não! Não há nada de estranho em a FCMP ter assinado a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, como não há nada de estranho em os Amigos do Centro Forumeiros, a Associação de Comércio Automóvel (ACAP), o Automóvel Clube de Portugal (ACP), o Círculo de Autocaravanistas da Blogo-esfera (CAB), o Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos, o Clube Flaviense de Autocaravanismo, o Movimento Independente pelo Autocaravanismo (MIDAP), o Portal CampingCar Portugal e o Touring Clube Autocaravanista a terem subscrito; estranho é outros ainda o não terem assinado!
Fico-me por aqui. Não vou tecer considerações sobre outros autores deste tópico, cujas afirmações agressivas não dignificam quem as profere e porque me recuso a descer o meu nível de intervenção. Muito boa gente, infelizmente, encontra neste espaço o local onde libertam as suas... emoções!
Ir ao fundo das questões ou ficar pela rama?
Tudo o que aqui venho dizendo pode ser dito por qualquer outro autocaravanista, na medida em que é informação pública, não confidencial e não é obtida no interior do CPA.
Existe uma pequena “coisa” chamada ética, que deve impedir os dirigentes de qualquer entidade de utilizarem informação obtida em função dos cargos que desempenham.
É por causa dessa “coisinha” chamada ética que os dirigentes do CPA não divulgam publicamente conversas tidas com outros dirigentes e os comunicados são, praticamente quase sempre, objecto de acordo prévio com as entidades com quem se estabeleceu contactos.
Esta é uma prática conhecida, de que CPA não abdica, tendo por isso a confiança dos interlocutores e sócios, que estão seguros de que só virá a público o que for mutuamente acordado. Muitos dos que me estão a ler sabem que é exactamente assim.
Isto para dizer que as opiniões que exponho apenas me responsabilizam a mim e que resultam da reflexão que faço sobre as questões que verdadeiramente interessam ao autocaravanismo.
Várias vezes, como se de um assunto de crucial importância para o autocaravanismo se tratasse, tem sido colocada a questão do aparecimento da pré-Declaração de Princípios e da própria Declaração de Princípios. O autor deste texto considera que é irrelevante para o Autocaravanismo qualquer explicação sobre o assunto, até na medida em que essa explicação poderia provocar maiores divisões no seio do Movimento Autocaravanista de Portugal, não eventualmente pelo conteúdo das explicações, mas pelo aproveitamento que muitos não deixariam de fazer. Mas, o autor deste texto não tem o direito de fazer qualquer tipo de revelações pelas razões já acima justificadas.
Nesta matéria, não confirmarei, nem desmentirei qualquer afirmação. Por isso, não vale a pena, é escusado, insistirem com perguntas, com insinuações, com provocações, sobre este matéria ou qualquer outra que resulte de conversações com entidades ou pessoas e o CPA.
Porém, considerando que mais algumas interpretações erradas se estão a colocar sobre a Declaração de Princípios, fica aqui a promessa de que brevemente abrirei um tópico para refutar pedagogicamente essas outras interpretações erradas.
Companheiros Autocaravanistas,
O Clube Português de Autocaravanas tem 21 anos de existência, 1509 sócios (o que faz dele o maior Clube da Península Ibérica vocacionado para o autocaravanismo), tem aconselhamento jurídico gratuito, promove um seguro de responsabilidade civil para os sócios, promove uma média de 12 eventos anuais, tem Delegações Regionais implementadas, iniciou um processo de nomeação de Delegados Concelhios, é proprietário de um imóvel (Sede) e tem um espaço arrendado (serviços administrativos), tem um trabalhador contratado, publica uma revista trimestral, é o 15º Clube com mais cartas Desportivas entre os mais de 500 associados da FCMP, tem um capital activo (não incluindo os imóveis) da ordem dos 30.000 euros, além de ter firmado alguns protocolos com diversas entidades.
Por tudo isto, e não só, o CPA é uma associação incontornável e de referência no seio do Movimento Autocaravanista de Portugal, de que tenho muito orgulho em ser sócio.