A FCMP e o movimento autocaravanista

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Mensagempor Papa Léguas » terça set 20, 2011 3:15 pm

Saúde para todos!

Não está nos meus propósitos desviar as atenções do que é importante em detrimento do que é secundário, nomeadamente através de considerações menores.

No caso vertente o importante é, no que respeita a Áreas de Serviço para Autocaravanas, difundir a mensagem constante dos pontos 7 e 8 da Declaração de princípios da Plataforma de Unidade.

Nestes dois pontos são apontados os objectivos políticos que uma apreciável quantidade de instituições, representando uma esmagadora maioria de autocaravanistas, subscreveu.

(Seria estultícia sonhar, sequer, que todas estas entidades, representando milhares de autocaravanistas, o tivessem feito de ânimo leve, sem qualquer sentido de responsabilidade).

Tenhamos, contudo, consciência de que estes dois pontos não podem ser, para uma correcta interpretação dos mesmos, desligados do todo que é o texto da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

O ponto 7 (Considerar que os Parques de Campismo Municipais devem permitir a utilização das Estações de Serviço para Autocaravanas neles existentes, no âmbito de uma politica de protecção do ambiente e, consequentemente, a preços compatíveis com o serviço prestado (abastecimento de água potável e despejo de águas negras e cinzentas)) tem a finalidade de considerar que os Parques de Campismo, construídos com dinheiros públicos, têm a obrigação de apoiar os autocaravanistas e, simultaneamente, defender o ambiente.

Já o ponto 8 (Considerar que a implementação de Áreas de Serviço para Autocaravanas, em pelo menos uma por Concelho, preferencialmente de iniciativa autárquica, contribui, não só para o desenvolvimento económico das populações, como para a protecção ambiental e o melhor ordenamento do trânsito automóvel) aponta para o óptimo em construção de Áreas de Serviço e justifica a existência de cada área como:

Uma contribuição para o desenvolvimento económico das populações - partindo do pressuposto que os autocaravanistas adquirem nos locais onde estacionam bens e serviços;
Uma contribuição para a protecção ambiental - partindo da ideia que existindo local para o despejo das águas negras e cinzentas os autocaravanistas os utilizem;
Uma contribuição para o melhor ordenamento do trânsito automóvel partindo do principio que os autocaravanistas prefiram e optem livremente por estacionar nas Áreas de Serviço libertando, assim, outros espaços, o que pode contribuir para uma eventualmente melhor circulação do trânsito.

Os pontos 7 e 8 congregam ideias a serem desenvolvidas no âmbito da implementação das Áreas de Serviço para Autocaravanas, o que é importante, mas não definem uma estratégia para que a implementação das mesmas seja feita de forma coordenada e sustentada, o que não é menos importante.

É dessa estratégia para a implementação de Áreas de Serviço de forma coordenada e sustentada que me proponho falar muito brevemente.


Esta é uma opinião feita sob o pseudónimo de Papa Léguas e que só a mim responsabiliza.
Editado pela última vez por Papa Léguas em terça set 20, 2011 11:41 pm, num total de 1 vez.
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
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Mensagempor danibeja » terça set 20, 2011 6:07 pm

Boa tarde,

O Sr. Papa Léguas está com dificuldades de leitura, este tópico refere-se :

A FCMP e o movimento autocaravanista

E não :
Papa Léguas:
No caso vertente o importante é, no que respeita a Áreas de Serviço para Autocaravanas, difundir a mensagem constante dos pontos 7 e 8 da Declaração de princípios da Plataforma de Unidade.



Mas terá que me permitir mais uma retórica, pois já vi que não me pretende responder:

O que fez a FCMP após assinar a Declaração de Princípios para bem do Autocaravanismo Itinerante?

É que, do conhecimento que tenho, ainda não é permitido utilizar as ASs do Parques de Campismo por Autocaravanistas Itinerantes, apenas existe essa possibilidade sendo seu Associado. E esta era a medida mais básica e sem custos que poderia tomar, inclusive seria mais uma fonte de rendimentos...

Porquê que o ponto 7 só fala de Parques de Campismo Municipais, os outros nunca receberam subsídios estatais... Um parque que preste serviços públicos também não deveria ser obrigado a ter o serviço de AS disponível mediante um pagamento...

Companheiro psalreta, em direito é tudo muito vago... mas na minha opinião as actividades da FCMP inserem-se no Montanhismo e no Campismo, e as actividades da FPA são de carácter turístico.

Com a agravante de o Dec. Lei destinado aos parques de campismo não incluir as Autocaravanas... , o que são empreendimentos Parque de Campismo :

Decreto-Lei n.º 55/2002
de 11 de Março
Artigo 4.º
Parques de campismo públicos e privativos

1 - São parques de campismo públicos os empreendimentos instalados em terrenos devidamente delimitados e dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação de tendas, reboques, caravanas e demais material e equipamento necessários à prática do campismo, mediante remuneração, abertos ao público em geral.
2 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, são parques de campismo privativos os empreendimentos instalados em terrenos devidamente delimitados e dotados de estruturas destinadas a permitir a instalação de tendas, reboques, caravanas e demais material e equipamento necessários à prática do campismo, cuja frequência seja restrita aos associados ou beneficiários das respectivas entidades proprietárias ou exploradoras.
3 - Os parques de campismo privativos pertencentes ou explorados pela Federação Portuguesa de Campismo ou pelos clubes e colectividades nela inscritos são qualificados como parques de campismo associativos, aplicando-se-lhes o regime previsto no presente diploma e no regulamento previsto no n.º 3 do artigo 1.º para todos os parques de campismo privativos, com as especificidades neles previstas.
4 - Os parques de campismo previstos no número anterior também podem ser frequentados por titulares de carta de campista nacional e do carnet camping internacional emitidos pelas entidades competentes para o efeito.
5 - Nos parques de campismo podem existir áreas afectas a instalações de alojamento, nos termos a definir no regulamento a que se refere o n.º 3 do artigo 1.º

Como vêm o Autocaravanismo não é uma forma de Campismo, poderá ser consoante a sua utilização, como disse anteriormente:

O Autocaravanismo é uma forma de Automobilismo.


Grande abraço,

Danibeja
"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."
( Sigmund Freud )

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Mensagempor Henrique Fernandes » terça set 20, 2011 7:17 pm

Caro psalreta:
A "opinião" da FCMP vale o que vale.
Digo mais: se tivesse que escolher entre a compra da opinião da FCMP sobre o assunto ou de uma carteira de títulos da dívida pública grega com juros a 125% ao ano e possibilidade de default de 98%, acho que ainda assim optava pela segunda...
Posso garantir-lhe que à FPA e aos clubes 100% autocaravanistas itinerantes ainda não chegou qualquer reverberação dessa espécie de papão tão abanado pelos senhores da FCMP e por alguns acólitos. Se um dia chegar, cá estaremos para coçar então o prurido.
Entretanto aplica-se apenas o velho provérbio popular: os cães ladram mas a caravana passa. Ou, para ser mais exacto, a autocaravana passa...
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Mensagempor Papa Léguas » terça set 20, 2011 8:36 pm

Saúde para todos!

Com mais esta mensagem cesso a minha intervenção sobre Áreas de Serviço para Autocaravanas na perspectiva da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Estou convicto de qualquer leitor atento e minimamente esforçado não deixou de compreender toda a filosofia que está subjacente aos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade e afastado, definitivamente, qualquer hipótese de o texto ter como objectivo acantonar as autocaravanas em Áreas de Serviço, impedindo-as de estar estacionadas em qualquer outro local que a lei não impeça.

Esta ideia peregrina de interpretar estes pontos, nomeadamente o ponto 8, com a malévola intenção de impedir a livre circulação e estacionamento das autocaravanas, pode não ser mais do que um pretexto que justifique a não subscrição da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

No que às intenções do autor desta mensagem respeita, já sobre o chamado “acantonamento das autocaravanas”, já sobre o impedimento do estacionamento das autocaravanas, onde outros veículos de iguais dimensões estacionam, a minha posição está muito claramente expressa desde Junho de 2009 (repito, desde Junho de 2009) e pode ser acedida, obviamente confirmada, pelos que mais se interessam por estas “coisas”, pelos que procuram a verdade, nos seguintes endereços:

Discutir as leis é um acto de cidadania
http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... dania.html

Considerações e Propostas ao Projecto de Lei 778/x
http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... ostas.html

Impedir ou não impedir…eis a questão
http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... estao.html

E agora? Que futuro?
http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/0 ... uturo.html

Continuo, no essencial, a ter o mesmo entendimento que tinha há 2 anos, quando escrevi os textos acima. Só por má fé se virá dizer que subscrevo uma Declaração de Princípios em que está subentendida uma discriminação negativa do autocaravanismo.

Termino, e especialmente para os mais jovens (em idade e no autocaravanismo), transcrevo uma “Carta a um jovem filósofo” da autoria de Agostinho da Silva

Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura, já o pensamento lhe pertence.”
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
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Mensagempor danibeja » quarta set 21, 2011 10:14 pm

Boa noite,

Com dialogo, muito facilmente se alteraria o que pode levar a estas más interpretações, e se encontrava um consenso, e isto era viver em democracia, e não impondo aos outros o que eu quero...

O problema reside em alguns aristocratas... , ou é como eu quero, ou nada...

Mas o verdadeiro problema e questão, porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical, e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória, não é estranho depois a FCMP assinar esse documento.

Os leitores de certeza que estão atentos, até pela falta de respostas...

Já agora, derivado à sua insistência na Declaração de Princípios, também lhe ficava bem esclarecer em público, porquê, que a declaração foi feita e apresentada pelo CPA, e não foi permitida a sua alteração aquando da sua apresentação nos pontos discordantes? ( deve ser por causa do "Magister dixit" ).

Grande abraço,

Danibeja
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Mensagempor Henrique Fernandes » quinta set 22, 2011 8:01 am

Caro Danibeja:
Como muito bem disse, a FCMP prescindiu, julga-se, do "seu Sinal Vertical".
Mas, pasme-se, na petição dirigida ao Ministério Público para "liquidar" à nascença a FPA, recentemente reproduzida numa das suas publicações (da FCMP), anexa à mesma os referidos "Sinais Verticais" assumindo destarte a sua pretensa titularidade!
A moral da história, para a FCMP, é a seguinte: eu dou-te uma prenda quando acho que te consigo convencer a ser dos meus. Mas se a minha estratégia falhar, tens de me devolver a prenda!
É com gente desta que estamos a lidar.
Mas o problema principal até não é a FCMP, pois com eles podemos nós bem. Sabemos exactamente o que esperar dessa gente.
O problema mais difícil assenta nos outros, em muitos daqueles que, directa ou indirectamente, se relacionam ou dependem de algum modo da FCMP, e que NUNCA DIZEM TUDO...
Esses sim, de face indefinida, independentemente de andarem de autocaravana como nós, lutam, tantas vezes na sombra, contra a itinerância da nossa causa.
Como dizia alguém a propósito da política, os meus adversários estão nos outros partidos, os meus inimigos estão dentro do meu...
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Mensagempor Papa Léguas » quinta set 22, 2011 8:45 pm

Um peso e duas medidas? Outros interesses? Simples ignorância?

Na última mensagem aqui por mim colocada afirmei que tinha cessado as minhas intervenções sobre Áreas de Serviço na perspectiva da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade.

Após 4 mensagens sobre o tema, em que me esforcei por ser pedagógico e demonstrei da correcção dos princípios sobre Áreas de Serviço constantes dos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios, deixei (deixámos todos) de obter sobre a matéria qualquer objecção.

Recordo que a ÚNICA objecção a estes dois pontos se baseava na interpretação, errada, como o demonstrei, de que era intenção do texto “acantonar as autocaravanas” nas áreas de serviço.

Já porque as diversas entidades subscritoras da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade assim o não entendem, já porque eu próprio o não perfilho, como aliás o provei com o que escrevi em Junho de 2009, ficou ainda mais clarificado que nunca por nunca poderia haver outra interpretação que não a que evoquei.

Aliás, a errada e persecutória interpretação foi deixada cair no esquecimento porque, depois de todas as explicações e análises que aqui fiz, coerentes, provadas e comprovadas, continuar a defender essas erradas interpretações seria irracional e descredibilizaria quem o fizesse ou quem o venha a fazer.

Está-se, pois, no que se refere aos pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade sem argumentação plausível, coerente, para prosseguir, acusando as entidades subscritoras da Declaração de Princípios de ter como objectivo escondido o “acantonamento das Autocaravanas” nas Áreas de Serviço.

Quero, contudo, deixar, de forma ainda mais clara, dito que respeito as entidades ou personalidades que entendem que os locais para as autocaravanas estarem devem ser locais específicos, designadamente as Áreas de Serviço. É uma opinião de que discordo, mas que representa a posição de alguns que até a defendem com argumentação séria, sobre a qual devemos reflectir, mas, atenção!, não é essa a minha posição, nem se pode deduzir que os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios o preconizem.

Em 2009 alguns autocaravanistas proclamavam no Fórum do CampingCar Portugal a necessidade da aprovação do projecto de Lei 778/x que, na prática, impedia o estacionamento das autocaravanas na via pública onde houvesse uma Área de Serviço que não poderia ser ocupada por mais de 72 horas. Esta disposição, sim, se tivesse sido aprovada, enviaria coercivamente as autocaravanas para as Áreas de Serviço e para os Parques de Campismo.

Mas será de lançar um anátema sobre o Companheiro autocaravanista que convictamente defendia a aprovação deste projecto lei? Não!

Contudo, o curiosamente irritante, é que quem “acusa” os pontos 7 e 8 da Declaração de Princípios de querer discriminar as autocaravanas, “acantonando-as”, obrigando-as a estacionar em Áreas de Serviço e faz também juízos de valor sobre alegadas subordinações à FCMP, é a mesma pessoa que alegadamente colabora com o Companheiro Autocaravanista que defendia a aprovação de um projecto lei sobre o qual se diz que participou activamente, o que não é crime, mas que sobre o estacionamento das autocaravanas as discriminava negativamente.

Um peso e duas medidas? Outros interesses? Simples ignorância?

Que para todos seja evidente que não estou a fazer juízos de valor sobre pessoas, mas tão-somente a argumentar sobre afirmações que aqui são colocadas, não, como parece óbvio, com o intuito de analisar as ideias que melhor defendam o autocaravanismo, mas, sim, com o alegado objectivo de denegrir a minha imagem. Por isso, com moderação, mas firmeza, avanço com as explicações que provo e, simultaneamente, realço as incoerências.


Só a insegurança justifica…

Como foi desmontada toda a “estória” sobre os pontos 7 e 8 e que tinha por objectivo desacreditar a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, que é subscrita por entidades que representam uns milhares de autocaravanistas, vai-se agora saltitando de ideia em ideia para ver se se encontra o elo mais fraco. São adiantadas ideias e situações que pouco ou nada interessam à maioria dos autocaravanistas.

Principio por voltar a afirmar que o que escrevo sobre o pseudónimo de Papa Léguas apenas responsabiliza o seu autor. Em 5 de Dezembro de 2008 divulguei um texto que denominei de “Declaração de responsabilidade” e em que tive o cuidado de separar a responsabilidade das minhas intervenções pessoais das minhas intervenções enquanto representante de qualquer entidade. Essa forma de relacionamento continua bem presente nas minhas intervenções.

Ninguém, minimamente atento às questões do Autocaravanismo, ignora que o Clube Português de Autocaravanas, um dos subscritores da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade é associado da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal e, por isso, vem sendo acusado, inclusive o respectivo Presidente da Direcção, das mais irrealistas intenções e de tudo o mais que se vá anonimamente propalando. Mas, quando alguns sócios do CPA, informados, rebatem as acusações, de imediato se transfere o peso da culpa para a FCMP.

Sejamos mais objectivos:

1 - Começou este tópico por abordar a questão das Áreas de Serviço e à pala disso “exige-se” que os Parques de Campismo apoiem o autocaravanismo;

2 – Vem-se promovendo o descrédito da FCMP, onde milhares de autocaravanistas estão federados e são portadores da chamada Carta Desportiva e exige-se que a FCMP permita o acesso dos que não querem ter a “carta” (o que é legitimo) às Áreas de Serviço;

3 – Quando demonstro a incoerência de simultaneamente se denegrir a imagem do campismo e querer que os Parques de Campismo (espaços por excelência do campismo) apoiem o autocaravanismo, o silêncio é a resposta;

4 – Quando se interpreta erradamente os pontos 7 e 8 (Áreas de Serviço) da Declaração de Princípios e essa errada interpretação é desmontada, salta-se para longe deste tema e avança-se noutro percurso, porque o objectivo não é o diálogo, não é o esclarecimento, o objectivo é isolar o CPA e, se possível, desacreditá-lo.

Repare-se nesta frase, a título de exemplo, tirada do Fórum:

Mas o verdadeiro problema e questão, porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical, e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória, não é estranho depois a FCMP assinar esse documento.”

Temos aqui um bom exemplo de avaliação. Vejamos:

a) Mas o verdadeiro problema e questão – O “problema” das áreas de Serviço referidas no ponto 7 e 8 da Declaração de Princípios, a que era dada uma interpretação errada, não é, afinal, o verdadeiro problema.

b) porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical – Trata-se de uma pergunta de estilo para que algum dirigente da FCMP responda; contudo tenho dúvidas que a FCMP tenha prescindido dos direitos dos sinais, porque, o que me parece, é que venha a conceder a utilização a outra ou a outras entidades, não prescindindo, contudo, dos seus direitos de proprietário; no entanto, esta minha percepção, não passa, neste momento, de especulação;

c) e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória – o CPA não vem dizer nada que as outras entidades que subscreveram a Declaração de Princípios o não façam e, com esta frase, quer-se isolar o CPA, passando a mensagem que é o único subscritor do texto contido na Declaração de Princípios; mas vai-se mais longe deturpando a frase e a ideia contida na Declaração de Princípios e, também por isso, se quer isolar o CPA;

d) não é estranho depois a FCMP assinar esse documento – Não! Não há nada de estranho em a FCMP ter assinado a Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade, como não há nada de estranho em os Amigos do Centro Forumeiros, a Associação de Comércio Automóvel (ACAP), o Automóvel Clube de Portugal (ACP), o Círculo de Autocaravanistas da Blogo-esfera (CAB), o Clube de Campismo e Caravanismo de Barcelos, o Clube Flaviense de Autocaravanismo, o Movimento Independente pelo Autocaravanismo (MIDAP), o Portal CampingCar Portugal e o Touring Clube Autocaravanista a terem subscrito; estranho é outros ainda o não terem assinado!

Fico-me por aqui. Não vou tecer considerações sobre outros autores deste tópico, cujas afirmações agressivas não dignificam quem as profere e porque me recuso a descer o meu nível de intervenção. Muito boa gente, infelizmente, encontra neste espaço o local onde libertam as suas... emoções!


Ir ao fundo das questões ou ficar pela rama?

Tudo o que aqui venho dizendo pode ser dito por qualquer outro autocaravanista, na medida em que é informação pública, não confidencial e não é obtida no interior do CPA.

Existe uma pequena “coisa” chamada ética, que deve impedir os dirigentes de qualquer entidade de utilizarem informação obtida em função dos cargos que desempenham.

É por causa dessa “coisinha” chamada ética que os dirigentes do CPA não divulgam publicamente conversas tidas com outros dirigentes e os comunicados são, praticamente quase sempre, objecto de acordo prévio com as entidades com quem se estabeleceu contactos.

Esta é uma prática conhecida, de que CPA não abdica, tendo por isso a confiança dos interlocutores e sócios, que estão seguros de que só virá a público o que for mutuamente acordado. Muitos dos que me estão a ler sabem que é exactamente assim.

Isto para dizer que as opiniões que exponho apenas me responsabilizam a mim e que resultam da reflexão que faço sobre as questões que verdadeiramente interessam ao autocaravanismo.

Várias vezes, como se de um assunto de crucial importância para o autocaravanismo se tratasse, tem sido colocada a questão do aparecimento da pré-Declaração de Princípios e da própria Declaração de Princípios. O autor deste texto considera que é irrelevante para o Autocaravanismo qualquer explicação sobre o assunto, até na medida em que essa explicação poderia provocar maiores divisões no seio do Movimento Autocaravanista de Portugal, não eventualmente pelo conteúdo das explicações, mas pelo aproveitamento que muitos não deixariam de fazer. Mas, o autor deste texto não tem o direito de fazer qualquer tipo de revelações pelas razões já acima justificadas.

Nesta matéria, não confirmarei, nem desmentirei qualquer afirmação. Por isso, não vale a pena, é escusado, insistirem com perguntas, com insinuações, com provocações, sobre este matéria ou qualquer outra que resulte de conversações com entidades ou pessoas e o CPA.

Porém, considerando que mais algumas interpretações erradas se estão a colocar sobre a Declaração de Princípios, fica aqui a promessa de que brevemente abrirei um tópico para refutar pedagogicamente essas outras interpretações erradas.

Companheiros Autocaravanistas,

O Clube Português de Autocaravanas tem 21 anos de existência, 1509 sócios (o que faz dele o maior Clube da Península Ibérica vocacionado para o autocaravanismo), tem aconselhamento jurídico gratuito, promove um seguro de responsabilidade civil para os sócios, promove uma média de 12 eventos anuais, tem Delegações Regionais implementadas, iniciou um processo de nomeação de Delegados Concelhios, é proprietário de um imóvel (Sede) e tem um espaço arrendado (serviços administrativos), tem um trabalhador contratado, publica uma revista trimestral, é o 15º Clube com mais cartas Desportivas entre os mais de 500 associados da FCMP, tem um capital activo (não incluindo os imóveis) da ordem dos 30.000 euros, além de ter firmado alguns protocolos com diversas entidades.

Por tudo isto, e não só, o CPA é uma associação incontornável e de referência no seio do Movimento Autocaravanista de Portugal, de que tenho muito orgulho em ser sócio.
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Mensagempor danibeja » sexta set 23, 2011 7:53 am

Bom dia,

Fale por si, e não pelas outras entidades que subscreveram a Declaração de Princípios, que de certeza já estão perplexas com os fins a que se destina a Declaração de Princípios, pois como nada foi feito desde então, serve apenas para algumas pessoas do CPA se vangloriarem com a sua criação...

Já vi que também gosta muito de deturpar o que eu escrevo (quando não se tem argumentos inventa-se), só por má fé se faz estas afirmações:
1 - Começou este tópico por abordar a questão das Áreas de Serviço e à pala disso “exige-se” que os Parques de Campismo apoiem o autocaravanismo;

2 – Vem-se promovendo o descrédito da FCMP, onde milhares de autocaravanistas estão federados e são portadores da chamada Carta Desportiva e exige-se que a FCMP permita o acesso dos que não querem ter a “carta” (o que é legitimo) às Áreas de Serviço;


Pois este tópico é para debater a FCMP e o movimento Autocaravanista
, e aqui ninguem exigiu nada, EU apenas OPINEI :
É que, do conhecimento que tenho, ainda não é permitido utilizar as ASs do Parques de Campismo por Autocaravanistas Itinerantes, apenas existe essa possibilidade sendo seu Associado. E esta era a medida mais básica e sem custos que poderia tomar, inclusive seria mais uma fonte de rendimentos...

Porquê que o ponto 7 só fala de Parques de Campismo Municipais, os outros nunca receberam subsídios estatais... Um parque que preste serviços públicos também não deveria ser obrigado a ter o serviço de AS disponível mediante um pagamento...


É de muita má fé enquadrar :

“Mas o verdadeiro problema e questão, porque é que a FCMP prescinde dos direitos do seu Sinal Vertical, e depois vem o CPA (através da Declaração de Princípios) dizer que se for criada Sinalização será discriminatória, não é estranho depois a FCMP assinar esse documento.”


Só no ponto 7 e 8 da Declaração de Princípios, pois no dia 19/09 ás 06h31 fiz esta afirmação/pergunta :
Código: Selecionar todos
 
Espere lá... Como é que pretende ordenar o transito automóvel sem sinalização de transito adequada, pois no seu ponto 4 diz que é discriminatória a sinalização se vier a existir... é que de transito eu percebo muito...


É que qualquer leitor atento percebe que a minha conjugação é entre o ponto 4 e 8 da Declaração de Princípios.

Mas eu já percebi, não respondendo ás minhas perguntas fica tudo bem...

Como é que fala de ética!!!!!, não deve conhecer o seu significado, pois não é eticamente correcto se impor algo, falar pelas pessoas que assinaram a Declaração de Princípios, nem deturpar o que eu escrevi...

Existe outra coisa que eu não percebo, tendo o CPA tanta força na FCMP, nos últimos 21 anos o CPA nada conseguiu que a FCMP fizesse em prole do Autocaravanismo Itinerante?

Algo está mesmo mal...


Só consigo concordar consigo aqui:
" ..........o CPA é uma associação incontornável e de referência no seio do Movimento Autocaravanista de Portugal,..........




Grande abraço,

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Mensagempor Papa Léguas » sexta set 23, 2011 9:20 am

Saúde para todos!


Há que compreender que alguns dos outros participantes neste tópico têm que ser ajudados a não sentirem que “perderam a face”. Tenho consciência, como penso que todos têm, que quando um dos interlocutores sente que está a ser “vencido”, quando já não consegue pensar e dialogar, lançando sobre a mesa todas as "pedras" que tenha, quando não sabe segurar os pontos das intervenções para aproximar, ao invés de dividir, os mais conscientes têm que saber parar, pois não manter pontes, destruir caminhos de acesso ao futuro, é criar barreiras que depois são difíceis de ultrapassar.

A minha postura na vida, a minha responsabilidade enquanto dirigente associativo e o perceber que do outro lado estão seres humanos, que há que respeitar enquanto tal, são factores que sempre pesam nas minhas decisões.

Quando na análise de uma questão (Áreas de Serviço na perspectiva da Declaração de Princípios da Plataforma de Unidade) começa a ser recorrente a repetição de argumentos, se interioriza “como pessoal” o que não deve passar de um confronto ao nível das ideias, se passa “a defesa”, se contra-argumenta evidenciando algum nervosismo há, por parte dos que têm uma postura mais racional, que sabem o que querem e para onde vão, que são responsáveis, que tomar as decisões possíveis para que a “discussão” não saia do enquadramento cívico desejável.

É este o momento exacto em que, pelos motivos referidos, suspendo indefinidamente a minha intervenção neste tópico.

Aos que tiveram a paciência de me “ouvir” e esforçar-se por me compreender, independentemente de comigo concordarem ou não, o meu muito obrigado.
Editado pela última vez por Papa Léguas em sexta set 23, 2011 9:22 am, num total de 1 vez.
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

(Citação livre de Sidónio Muralha)
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Mensagempor luis.sousa.6 » sexta set 23, 2011 9:21 am

Foi por este tipo de disputa estéril que eu já abandonei duas associações, quando as pessoas não se querem entender é uma chatice.

Para quem quer perceber, uma explicação basta, para quem não quer, nem mil chegam.

Os EGOS grandes têm destas coisas. Deixem-se de coisas, só lhes fica mal, sim?!
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Mensagempor forum_admin » sexta set 23, 2011 1:47 pm

Boa tarde,

O fórum do CampingCar tem por objectivo promover o debate de ideias, informar, esclarecer dúvidas, tentando dar um importante contributo quer para o esclarecimento das questões pertinentes entre os membros do fórum, quer para a melhoria da imagem do autocaravanismo. Procuramos também ter um papel pedagógico, contribuindo para a melhoria dos comportamentos.

Sempre foi politica deste fórum, discutir-se ideias e não pessoas, e assim irá continuar a ser. Claro que a equipa de moderação não o consegue sozinha, necessitando da colaboração de todos, os quais devem perder um pouco do seu tempo para ler as regras de funcionamento em: (http://www.campingcarportugal.com/forum/viewtopic.php?t=1588) .

Contudo, vamos aproveitar para colocar aqui algumas para relembrar:
forum_admin Escreveu:
...
6. Tenha atenção com o modo como interpreta os post’s de outro utilizador, evitando assim atritos desnecessários. Lembre-se que num fórum, como meio virtual que é não conseguimos ver a expressão com quem trocamos opiniões, e a interpretação que lhe damos depende do nosso próprio estado de espírito, podendo causar que damos um sentido completamente diferente do que o autor pretendeu, e provocar disputas, picardias e mal-entendidos completamente desnecessários.

7. Este fórum é um espaço livre para trocas de ideias e opiniões. Ninguém é obrigado a estar de acordo com ninguém, mas apreciamos as pessoas que se exprimem polidamente e sem agressividade.

8. Neste fórum o objecto de discussão não são as pessoas. São isso sim, as nossas ideias, as nossas autocaravanas, as nossas opiniões, etc.

...

18. Quando colocar uma questão, evite responder logo assim que tem uma resposta. Dê um tempo e depois agradeça ou responda a todos os membros que lhe responderam numa só mensagem, evitando assim de se repetir em vários post’s que em nada irão acrescentar à discussão.

19. Da mesmo forma é aconselhável que evitem entrar em “dialogo directo”, contribuindo por um lado para a diminuição de uma série de mensagens que só interessarão aos visados, por outro também se diminui a possibilidade de ocorrência de mal-entendidos entre os intervenientes. Usem para o efeito as MP ou o e-mail.

...




Adiconalmente e tal como já foi dito anteriormente nestes tópicos
http://www.campingcarportugal.com/forum ... php?t=4531

http://www.campingcarportugal.com/forum ... php?t=4532

http://www.campingcarportugal.com/forum ... php?t=4234

Voltamos a reforçar que as questões MUDAI entre o CAI e o CPA deverão ser tratadas entre as respectivas entidades. Não nos parece que traga qualquer benefício, para a imagem do autocaravanismo, a discussão deste tema aqui, acompanhada de troca de acusações. Tanto o CAI como CPA dispõem de canais adequados (fóruns) onde esta questão pode perfeitamente, e deve, ser discutida.

Aqui deve-se discutir os temas que interessam e têm reflexos em todos autocaravanistas, quer sejam sócios ou não de algum clube; agora, todos os assuntos que sejam exclusivamente relevantes para os clubes e respectivos sócios e/ou Direcções deverão ser tratados e discutidos nos respectivos canais desses clubes.

Obrigado pela compreensão de todos
A Equipa CampingCar Portugal
http://www.campingcarportugal.com
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