por fluis » quinta jul 24, 2008 9:42 am
Bom dia,
Aceito que tinha sido na condição de representante da secção de Veículos de Turismo de Ar Livre da ACAP que a Sra Amélia Amil tenha estado presente no programa.
Não vi o programa, estou a falar pelo que me contaram outros membros do portal e alguns familiares em férias que viram o programa.
Pelo que leio aqui no fórum e reportando às informações que me chegaram, não me parece que a referida secção da ACAP venda AC’s, as alugue, e muito menos venda uma autocaravana a 2 famílias em que cada uma faz metade do crédito.
Repito que a estratégia do mais barato é uma estratégia errada. Foi essa a estratégia seguida por Portugal, durante anos para captar o investimento estrangeiro e viu-se o resultado. Assim que houve abertura em mercados de mão-de-obra mais barata assistiu-se à deslocalização das fábricas para onde passou a ser mais barato.
De qualquer modo, fazendo rapidamente umas contas, chega-se à conclusão que a opção de compra ou aluguer (170 €/dia em época alta é um valor considerável) será sempre uma opção por gosto, e não por motivos económicos. Se ao valor de aquisição se somar os encargos anuais com seguro e manutenção, e depois os gastos em combustível, e toda a despesa que por norma o autocaravanista faz nas povoações que visita, resultam valores suficientes para proporcionar umas férias magnificas num hotel de luxo, num qualquer destino paradisíaco, se fosse essa a opção.
A insistir em rotular como modo económico de turismo, estamos a dar razão a quem, por desconhecimento de causa, já nos vê assim e olha para nós como uma forma não interessante de turismo, o que irá tornar ainda mais difícil as tentativas perante as entidades responsáveis de passar a imagem de um turismo com potencialidade, que vale a pena criar as melhores condições de acolhimento porque o retorno irá sempre acontecer.
Pelo contrario, irá dar a sensação a quem levanta barreiras e sinais de proibição que está a seguir a estratégia correcta.
Fernando Luís
CI Riviera Garage
Mem Martins
