O fulano X, que nunca fez caravanismo ou campismo, decide comprar uma caravana.
Vai ao Rancho Folclórico da sua aldeia e pede a emissão da mesma, junta uma fotografia e paga a quota do rancho e da carta.
Vai ao guia de campismo e escolhe um parque de campismo. Esse parque de campismo adverte que só aceita clientes com carta de campista.
E assim, passaram 3 dias de descanso naquele belíssimo parque de campismo.
Mas durante esses dias, X, achou que podia despejar o balde da água do lava-louça junto a uma árvore para a regar. Na WC, deixou aquilo tudo javardo, levou um HI-FI e fez questão de abrilhantar a estadia com altos níveis sonoros. Levou um animal, que prendeu debaixo da caravana e que deixou o chão cheio de dejectos.
Resumindo:
X pediu com orgulho a sua carta de campista mas não sabe comportar-se como tal.
A carta de campista é daquelas coisas que eu nunca percebi para que servem. E também não tenho a certeza se as entidades emissoras sabem para que serve.
Deste modo, cumpre-me concluir:
ou se acaba com ela ou se dignifica.
E para se dignificar há que criar uma acção de formação de uma manhã para que as pessoas saibam como se comportar.
Se é verdade que a maioria das pessoas se sabem comportar, há contudo aqui uma questão de principio: a posse do documento tem que garantir que todos os seus possuidores têm a consciência das suas valências.
Agradeço opiniões.
