Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor maisalentejo » sexta ago 31, 2012 7:41 am

Tenho assistido a muitas impressões e práticas sobre este assunto. Eu próprio faço uso do toldo ou das cadeiras em parques de campismo. No entanto, achei sempre estranho os Franceses e outros povos mais do Norte da Europa fazerem-no em Portugal.
Agora este Verão confirmei. No Sul de França, por exemplo em média em cada 10 casas existe uma autocaravana. ( casas junto as estradas nacionais). O Caming- car faz parte da vida daquelas pessoas, com lugares de estacionamento em todos os locais de interesse para autocaravanas. E quanto às cadeiras e aos toldos, assim que têm um espaço aberto lago, campo, jardim e mesmo nas praias abrem um pouco o suficiente para proteger o frigorifico. Agora sim, percebi.
Considero por isso, que o bom senso como em tudo na vida deve valer. Desde modo em Portugal além de cumprir como qualquer um dos autocaravanistas existe sempre o receio do dedo do outro. E na verdade no Sul de França, confirmei que a modalidade já está enraizada de tal forma que a Autocaravana é como o Cão da familia. Boas rotas
O Autocaravanismo é uma forma de descobrir, partilhar e crescer...
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor cookie » sexta ago 31, 2012 9:09 am

é verdade.
nós quando estivemos pelos pirineus franceses, numa das áreas onde permanecemos mais tempo (nalgumas nem havia limite de tempo de permanência e quem quisesse tirar "passes mensais" podia fazê-lo na câmara municipal) todos tinham os toldos abertos e mesas e cadeiras cá fora. um dos dias perguntei à pessoa que ia fazer a cobrança se podíamos abrir o toldo... respondeu-me "naturalmente que sim!" e olhou para mim como se eu fosse tolinha de todo...

mas há que dizer que as pessoas mantinham os espaços limpos e às 21h30 o silêncio era sepulcral...

e se formos mais para norte vemos que o campismo selvagem é permitido!...
claro que as pessoas não são badalhocas e respeitam a regra de ouro "não deixar vestigios que estiveram lá"... em portugal é precisamente o contrário e porquê?
porque em vez de se educar com recurso a leis claras e multas no momento oportuno, proibem tudo e todos... assim não se educa, mantem-se sim a ignorância e o mau comportamento.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor chicojo » sexta ago 31, 2012 1:48 pm

bom dia caros colegas :Nos praticamos o auto caravanismo desde 1985 aqui em França onde vivo depois de 1964 ,antes da a/caravana era com rulota ou tenda
sim!abrimos os toldos, mas se por acaso acontece que,na A.S os lugares estejam todos ocupados e que alguém chegue e queira estacionar,os toldos fecham-se, para fazer lugar ao utente que vem de chegar,mas por vezes encontramos teimosos ,mas que são quase sempre noviços na pràtica em autocaravanismo
é dever civico, que o espaço ocupado fique limpo ,mesmo mais limpo que quando chegàmos,e o silencio também è importante para o descanço,mas nem tudo
é perfeito,ha sempre quem não cumpra com as regras,e quem queira sempre mais ,mais barato, mais espaço, mais lugares,emais cada vez mais


umbom fim de semana para todos _________ChicoJo
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor Henrique Fernandes » quarta set 05, 2012 12:02 pm

Companheiros:
Em França constatei, há uns anos, a existência de espaços exlusivamente dedicados às ACs ("parques de autocaravanismo"), sem WC ou duches, mas com água, electricidade e alvéolos individualizados. Não eram permitidas roullotes (por. ex., o parque no cruzamento que conduz ao Mont S. Michel). Esses parques de autocaravanismo começam agora também a surgir em Portugal, e bem.
Para além da utilização da respetiva AS, era permitido nestes parques franceses de autocaravanismo a prática legal de campismo em AC (abrir toldos, colocar mesas e cadeiras, fazer churrascos, etc.).
Eu atrever-me-ia a considerá-los como uma espécie de parques de campismo super-selecionados para o autocaravanismo. O preço era, à data, muito razoável para as condições dispensadas (rondava um total de 8 euros/dia, para o conjunto da AC e passageiros).
Fora desses parques não me apercebi, sobretudo na costa atlântica sul francesa, que fosse legalmente permitida a utilização do toldo, cadeiras, mesas, etc., nos espaços públicos de estacionamento para ACs acoplados a AS. Mas as coisas podem ter mudado.
De facto, dada a evolução deste segmento turístico e dos impactos associados, e atendendo à experiência que já vou tendo destas coisas, não me choca que - em certas circunstâncias devidamente regulamentadas - se possam utilizar os equipamentos de campismo das ACs fora dos parques de campismo ou fora dos parques de autocaravanismo.
A primeira condição assentará sempre no prévio acordo das autoridades e das populações locais, tendo em conta o primordial interesse económico - para as mesmas - da permanência dos autocaravanistas em certos espaços, durante a totalidade ou apenas certos períodos do ano.
A segunda condição reporta-se à necessidade de rigorosa delimitação e identificação dos espaços onde tais práticas "autocaravanistas campistas" sejam expressamente permitidas, por forma a evitar abusos através do extravasamento para zonas não consideradas.
A terceira condição radica na necessidade absoluta da existência, no local ou muito perto, de uma AS para ACs, bem como de infra-estruturas adequadas de recolha de lixos urbanos. Só assim se garantirá a manutenção da higiene e salubridade públicas e, por consequência, a saudável interacção económica e social entre autocaravanistas e populações locais, tantas vezes secretamente desejada por alguns agentes económicos, mas tão poucas vezes adequadamente reivindicada ou asssumida publicamente pelos mesmos e por nós mesmos.
Um exemplo do fundamentalismo na análise dos epifenómenos associados ao autocaravanismo itinerante (não campista), é o da ideia corrente de que a colocação de estabilizadores por baixo dos pneus da viatura, para obtenção de adequada horizontalidade, é um ato censurável.
Em minha opinião, apesar de a lei sancionar, nada está mais errado! Sabendo-se da utilização dos frigoríficos a gás, deveriam até ser as próprias autoridades, em nome da segurança e da eficiência energética, a recomendar a sua utilização em zonas mais inclinadas.
Claro que sempre que surjam soluções destas, vai levantar-se em polvorosa o lobby do campismo. Mas a esses já nós conhecemos os argumentos, de tão estafados que estão.
A tendência será, até por uma questão de organização do já sobrelotado espaço urbano, que essas "áreas para ACs" se localizem preferencialmente numa periferia dos centros urbanos, sobretudo em zonas sujeitas a maior procura, como é o caso do litoral (como aliás já vem, por "consentimento tácito" das autoridades e populações locais, sucedendo nalguns casos...).
Aguardo agora a polémica...
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor Henrique Fernandes » quarta set 05, 2012 1:23 pm

Acrescentando à minha anterior intervenção, volto a referir - como já fiz noutros tópicos deste Fórum - que nalguns países (Noruega, por exemplo), é legalmente permitida a prática de campismo (a pé, de burro, de carro, em AC...) a mais de 150 metros de quaquer estrutura civilizacional - urbana ou rodoviária - desde que tal ocorra em terreno onde essa prática não esteja expressa e sinaleticamente proibida.
Como não tenho a ideia de que os noruegueses (e outros povos) sejam culturalmente menos evoluídos do que os portugueses, deixo aqui o desafio para uma reflexão dos companheiros sobre os paradigmas nos quais vimos assentando as nossas diversas intervenções neste Fórum...
Dito de outro modo, qual a razão moral objetiva para em Portugal se impedir legalmente que num vulgar terreno anexo a uma qualquer praia, a 500 metros da infraestrutura humana mais próxima, uma AC abra o seu toldo ou um casal apaixonado resolva instalar por uma noite uma tenda?...
Henrique Fernandes
 
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor time_out » quarta set 05, 2012 1:34 pm

Henrique Fernandes Escreveu:...Acrescentando à minha anterior intervenção, volto a referir - como já fiz noutros tópicos deste Fórum - que nalguns países (Noruega, por exemplo), é legalmente permitida a prática de campismo (a pé, de burro, de carro, em AC...) a mais de 150 metros de quaquer estrutura civilizacional - urbana ou rodoviária - desde que tal ocorra em terreno onde essa prática não esteja expressa e sinaleticamente proibida....


Boa tarde

Seguramente está a referir-se a terrenos públicos. Não esquecer que em Portugal a maior parte dos terrenos são privados!!!! e como tal a sua utilização ocasional ou permanente necessita de autorização, não compete ao proprietário colocar sinalética a proibir tudo e mais alguma coisa.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor Henrique Fernandes » quarta set 05, 2012 1:58 pm

Companheiro time_out:
É totalmente verdade o que diz, razão pela qual a realidade portuguesa não pode ser esquecida.
Mas, pelo menos na Noruega (e noutros países escandinavos, como a Suécia), o conceito de "privado" e "público" é diferente do nosso.
Lá, de acordo com a lei, se um proprietário privado quiser impedir o "acampamento" no que é seu, tem duas soluções: ou veda o acesso à propriedade, ou explicita no local, através de sinalética, a sua indisponibilidade para a utilização pretendida.
Digamos que é, salvaguardadas as diferenças, um bocadinho aquilo que já vai acontecendo em Portugal com a utilização dos terrrenos privados para a prática da caça (presume-se tacitamente a "autorização", seja no regime livre, seja noutros regimes).
Pessoalmente (e falo na condição de proprietário de terrenos de razoável dimensão em Portugal...), pesados os prós e os contras, acho que talvez devéssemos pensar na migração genérica para o modelo norueguês. Ou não?...
Editado pela última vez por Henrique Fernandes em sábado set 08, 2012 8:58 am, num total de 1 vez.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor time_out » quarta set 05, 2012 2:45 pm

Henrique Fernandes Escreveu:...
Pessoalmente (e falo na condição de proprietário de terrenos de razoável dimensão em Portugal...), pesados os prós e os contras, acho que talvez devéssemos pensar na migração genérica para o modelo norueguês. Ou não?...


Boa tarde

São realidades completamente diferentes e nunca poderão fundir-se. A realidade portuguesa é que "o que é meu é meu" e o que não é meu é para eu usar". Esta é a realidade portuguesa. Vedar um terreno ou colocar sinalética a dizer que é proibido funciona muito bem nos países da europa do norte. Já em Portugal sabe bem o que isso quer dizer... Se há uma vedação corta-se e deixa de haver, se há sinalética deita-se abaixo e deixa de haver. A caça é bem um exemplo do que estou a dizer. Não há vedações, não há sinalética que impeça quem quer de vir caçar onde quer, mesmo ao lado das casas alheias... Claro que há quem respeite mas a maioria vai atrás do mais fácil.
Nos países do norte da europa é frequente ver-se "caixas para pagamento portagens/estacionamento" nos locais mais recônditos e que funcionam mesmo sem haver portageiro. Se fosse por cá estariam sempre às moscas, as caixas claro.
São realidades completamente diferentes...
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor cookie » quarta set 05, 2012 3:00 pm

time_out Escreveu:
Henrique Fernandes Escreveu:...
Pessoalmente (e falo na condição de proprietário de terrenos de razoável dimensão em Portugal...), pesados os prós e os contras, acho que talvez devéssemos pensar na migração genérica para o modelo norueguês. Ou não?...


Boa tarde

São realidades completamente diferentes e nunca poderão fundir-se. A realidade portuguesa é que "o que é meu é meu" e o que não é meu é para eu usar". Esta é a realidade portuguesa. Vedar um terreno ou colocar sinalética a dizer que é proibido funciona muito bem nos países da europa do norte. Já em Portugal sabe bem o que isso quer dizer... Se há uma vedação corta-se e deixa de haver, se há sinalética deita-se abaixo e deixa de haver. A caça é bem um exemplo do que estou a dizer. Não há vedações, não há sinalética que impeça quem quer de vir caçar onde quer, mesmo ao lado das casas alheias... Claro que há quem respeite mas a maioria vai atrás do mais fácil.
Nos países do norte da europa é frequente ver-se "caixas para pagamento portagens/estacionamento" nos locais mais recônditos e que funcionam mesmo sem haver portageiro. Se fosse por cá estariam sempre às moscas, as caixas claro.
São realidades completamente diferentes...


concordo e rectifico:
"o que é meu é meu e o que não é meu é para eu ABusar E SUJAR"...

mas... os nordicos não são geneticamente diferentes de nós... são seres humanos. o que acontece é que foram educados em termos de comportamentos cívicos, naturalmente à base da multa e da consciência de que tudo é de todos e que há que preservar os bens.

um colega meu esteve nos anos 80 a trabalhar no CERN e diz ele que nessa época, na suiça a polícia era implacável com a "mais pequena coisa" que não estivesse de acordo com a lei (também acredito que genericamente as leis lá sejam claras e objectivas, o que cá não acontece) como p.ex. atravessar a rua fora da passadeira. caía logo multa e a mesma não era desculpada.

todos nós sabemos que água mole em pedra dura (sendo a pedra dura a "nossa" cabeça) tanto bate até que fura. por isso sou contra as proibições cegas e a favor de leis claras que permitam usufruir da natureza de forma sustentável e responsavel e aos prevaricadores, multa pesada. se por cada papel atirado ao chão houvesse uma multa que fosse de 2€... talvez o défice fosse corrigido...
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor Henrique Fernandes » quarta set 05, 2012 3:38 pm

Reconheço que o time_out tem razão, as realidades são muito diferentes.
Mas, como defende a Cookie, teremos de evoluir, senão, na prática, "morremos".
E não acredito que não consigamos evoluir, basta olhar para outras áreas da vida societária em que conseguimos ganhar aos nórdicos aos pontos.
No fundo é tudo uma questão de educação, por um lado, e de organização, por outro, parâmetros indispensáveis à consolidação de uma nova mentalidade.
No dia em que formos realmente capazes de lá chegar (já não será talvez no meu tempo...), seremos imbatíveis, até porque Portugal (acreditando naquilo que sempre me disse um meu irmão, norueguês) tem condições naturais para ser, na Europa, uma verdadeira super-potência económica e geográfica.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor danibeja » quarta set 05, 2012 9:44 pm

cookie Escreveu: se por cada papel atirado ao chão houvesse uma multa que fosse de 2€... talvez o défice fosse corrigido...

"off topic"
Boa noite,

Como as autocaravanas são automóveis, se atirar um papel para a rua são 60€:
Artigo 79.º do Código da Estrada
Poluição do solo e do ar
1 - É proibido o trânsito de veículos a motor que emitam fumos ou gases em quantidade superior à fixada em regulamento ou que derramem óleo ou quaisquer outras substâncias.
2 - É proibido ao condutor e passageiros atirar quaisquer objectos para o exterior do veículo.
3 - Quem infringir o disposto no n.º 1 é sancionado com coima de 120 € a 600 €.
4 - Quem infringir o disposto no n.º 2, é sancionado com coima de 60 € a 300 €.

Como digo inumeras vezes, tratem as autocaravanas como automóveis... que o são.

Em relação à repressão através de multas (coimas) concordo, mas sendo uma acção concertada, com ajuda do serviço "público" de informação, que de forma pedagógica poderia ensinar a população a agirem de forma civilizada... assim como informando a população que apartir de determinada altura os agentes fiscalizadores iriam começar a autuar sem "dó nem piedade"... que recordo-me de algumas iniciativas semelhantes, nomeadamente na questão das passadeiras e dos peões, em que os condutores melhoraram momentaneamente (porque a repressão acabou) a sua forma de conduzir, assim como pediam desculpa (apesar de autuados) por não terem deixado passar o peão ....

Como costumo dizer, com regras/regulamentos que remetam para o Código da Estrada (que provavelmente é o código mais "claro" no nosso país) tornava-se a fiscalização e o entendimento das normas, mais faceis e perceptiveis.

Grande abraço,

Danibeja
"Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons."
( Sigmund Freud )

"O Autocaravanismo é uma forma de Automobilismo."
Daniel Beja

Membro do Clube Autocaravanista Itinerante

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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor cookie » quinta set 06, 2012 8:04 am

desculpe lá mas não percebi essa do off topic... não é off topic, vem na sequência do assunto que está a ser debatido.

sei que é proibido atirar lixo para o chão (julgo que todos sabem disso) independentemente se o faz a pé, de burro ou de carro e tb sei que a multa não é de 2€.

mas desconfio que as pessoas sejam efectivamente multadas por esse tipo de comportamento ou sequer chamado à atenção porque... é só lixo por todos os lados!!!

se as pessoas sofressem as consequências dos seus actos as coisas mudavam, tanto a nivel comportamental como a nivel financeiro. e este poderia bem ser o início de algumas mudanças na forma como as pessoas encaram o meio envolvente, a natureza e a forma como devemos tratar o ambiente. e daí passamos para os depejos ilegais de cinzentas e negras e o lixo que é deixado por alguns companheiros (estou em crer que não muitos e muitíssimas vezes por automobilistas "normais") depois das suas estadias / picnics.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor joaof » sexta set 07, 2012 11:28 pm

Boa noite companheiro Henrique Fernandes,

Concordo inteiramente consigo.

Mas isso implica rever as ”Regras de Ouro” do Autocaravanismo criadas e aprovadas por diversas entidades...

E estarão estas entidades dispostas a efectuar a revisão dessas regras?

Eu defendo que é preciso criar regras mais flexíveis, mas que sejam claras e objectivas, e que sejam um bom compromisso entre a pratica autocaravanista e a defesa do meio ambiente e das populações locais.

Eu tentei iniciar um processo de reflexão no seguinte tópico:
viewtopic.php?f=12&t=4628

Com certeza que irão surgir oportunidades para se aprofundar o tema.

Um abraço,
João Farrim

"Não perguntes aquilo que o teu clube ou federação podem fazer por ti, pergunta antes aquilo que tu podes fazer pelo teu clube ou federação"
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor Henrique Fernandes » sábado set 08, 2012 10:18 pm

As "Regras de Ouro" são como a moral, acompanham a época.
Recordo-me, quando era criança, dos comentários populares acerca das mulheres que se atreviam a fumar ou a usar calças de ganga. Em contrapartida, agora é normal encontrar, descontraidas, raparigas em topless nas nossas praias.
A questão de fundo reside em sabermos se os parques de campismo (ou os mais recentes parques de autocaravanismo) devem ser os únicos locais onde se possa legalmente praticar campismo.
Para mim, nos parques de campismo pratica-se a modalidade num certo contexto (acesso a WC, electricidade, duches, mini-mercado, restaurante ou snack-bar, eventualmente piscina, etc.). Mas as possibilidades não devem ficar por aí.
Então, o que fazer em certos locais, por exemplo, onde há natureza mas não há parques de campismo? Aplica-se a regra do tudo ou nada? E quem simplesmente quiser praticar um outro tipo de "campismo" (por exemplo, montanhismo, pedestrianismo ou pesca fluvial durante o dia, e campismo no exacto local aonde se terminou a jornada)? Não pode ter esse direito, mesmo que cumpra certas regras? Um simples pic-nic, no meio de nenhures, ou simplesmente num cenário de sonho, há-de ser sempre proibido?!
Claro - como já avisaram aqui alguns companheiros - que não temos a educação cívica média de outros povos habituados a essas práticas. Reconheço que se afrouxarmos demasiado as regras, surgem logo os abusos. Mas se nunca tentarmos andar, ao menos pelo meio do caminho, nunca caminharemos.
Não simpatizo nada com a abertura de toldos e comportamentos associados, em zonas urbanas. Mas na praia ou no campo, suficientemente longe de aglomerados populacionais, e sobretudo na condição de não assistirmos a desmandos ambientais ou aglomerações inusitadas, talvez devesse ser mais tolerado. Ainda que eu não pratique, sobretudo com o receio de me ver involuntariamente associado a certos comportamentos que reconheço serem pouco recomendáveis (aliás, mandei retirar o toldo e as patas de estabilização da AC). Mas não aceito que me atirem pedras por abrir uma janela em certas zonas.
A história ensina-nos que a felicidade dos povos nunca é construida à custa de "fundamentalismos" hipócritas. Ou se é, pelo menos não dura.
Isto também será verdade para o autocaravanismo.
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Re: Abrir Cadeiras e Toldos..."O Drama"

Mensagempor João Morgado » domingo set 09, 2012 9:41 am

Concordo em absoluto com o que o companheiro Henrique Fernandes escreveu. Indo eu numa qualquer estrada nacional e chegada a hora de almoço, encosto numa zona de pinhal ou outra com sombra e isto em pleno verão num dia cheio de calor. Porque motivo não poderei colocar uma mesa e 2 cadeiras no exterior e almoçar descansadamente à fresquinha em vez de o fazer dentro da AC? Isto é fazer campismo? Acabo de almoçar, arrumo tudo e sigo a minha viagem.

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