Proibidas AC's na Praia da Vieira de Leiria

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Mensagempor ASantos » quinta jul 01, 2010 8:57 pm

Ao navegar por outro forum, vi uma noticia que se enquadra dentro deste tópico e por isso resolvi fazer um copy/past de um artigo cuja origem é


http://www.metronews.com.pt/2010/06/30/ ... ha-grande/




"A Câmara Municipal da Marinha Grande e a Administração da Região Hidrográfica do Centro (ARH Centro) assinaram no dia 26 de Junho de 2010, em Coimbra, um protocolo de parceria para a requalificação da foz do Rio Lis, em Vieira de Leiria, cujo projecto se designa por “Reabilitação do Sistema Estuarino do Rio Lis”.

Este acto foi presenciado pelos Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Álvaro Pereira; Presidente da Administração da Região Hidrográfica do Centro, Teresa Fidelis; o Vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Vicente; e o Vice-Presidente da ARH Centro, José Serrano.

Este acordo estipula a cooperação técnica e financeira entre a Câmara Municipal e a ARH Centro, com vista à realização de acções de reabilitação da margem esquerda do Rio Lis, entre a ponte das Tercenas e o mar.

Prevê-se que o início dos trabalhos ocorra após a época balnear e terão a duração de cerca de 10 meses.

A área a ser intervencionada regista acentuadas degradação e descaracterização, devidas não só às obras de regularização do rio ou utilização desregrada das áreas marginais, como à falta de ordenamento dos espaços.

O ecossistema estuarino da Foz do Rio Lis reveste-se de um elevado potencial ecológico, de grande relevância para o desenvolvimento turístico do concelho da Marinha Grande, que urge preservar e requalificar.

Este projecto visa a implementação de medidas de requalificação ambiental, através de um plano de reabilitação e valorização do património Natural que visa, nomeadamente:

◦A consolidação da mancha vegetal arbórea na margem direita;
◦A criação de parques de estacionamento para:
◦Veículos ligeiros
◦Autocarros;
◦Autocaravanas;
◦Bicicletas;
◦A consolidação de uma rede de caminhos pedonais e cicláveis acessíveis, que permitam a fruição/utilização da área por todos;
◦A definição de espaços verdes de uso público, aos quais estejam associadas zonas de ensombramento e estadia;
◦O recurso à utilização do pinheiro manso como material vegetal arbóreo de excelência;
◦A infra-estruturação da área com equipamentos de apoio à sua utilização – sanitários públicos;
◦A colocação de mobiliário urbano capaz de promover uma utilização confortável da área;
◦A utilização de materiais adequados à situação/localização concreta da área de intervenção, garantido o respeito pelas suas características intrínsecas;
◦Promover a interligação da área de intervenção com a rede pedonal e/ou ciclável existente e/ou proposta para o aglomerado urbano da Praia da Vieira;
◦A promoção e valorização da biodiversidade local.


Pretende-se que a solução a desenvolver tenha como limite orçamental o valor de 900.000,00€ (novecentos mil euros), acrescido de IVA.

Nas áreas definidas para a intervenção, assinalam-se duas zonas distintas (margem esquerda e margem direita do Rio), ambas com níveis de vegetação média a reduzida, sendo que não existem em ambas as margens, vegetação ribeirinha, plantas raras, ameaçadas de extinção, ou protegidas por legislação nacional e comunitária. A vegetação ribeirinha encontra-se muito descaracterizada.

A margem direita do Rio Lis, sofrerá uma intervenção de requalificação paisagística, considerando-se ser necessário assegurar uma intervenção ligeira. Nesta área será plantada vegetação, capaz de garantir a interligação entre a mata e o rio. Está prevista a plantação de alguns exemplares de pinheiro manso que reforcem as zonas de sombra existentes e permitam a utilização do espaço em melhores condições.

A margem esquerda do Rio, com uma extensão de cerca de 600 metros até ao limite do aglomerado urbano da Praia da Vieira, encontra-se completamente descaracterizada e desprovida de vegetação ripícola (que se desenvolve junto ao rio). Estando próxima da foz do Rio Lis é uma área sujeita a utilização intensiva, sobretudo durante a época balnear, motivo pelo qual a intervenção preconizada para este espaço passa por acautelar o equilíbrio natural e ecológico e por melhorar as condições de utilização do local.

A proposta visa a definição de eixos pedonais e cicláveis, a consolidação da estrutura ecológica e a requalificação do ecossistema estuarino/ribeirinho, preservando as poucas formações vegetais autóctones existentes e promovendo a plantação de exemplares das espécies mais representativas que cobrem habitualmente as vertentes das linhas de água. A intervenção pretende também, proceder à plantação de espécies ripícolas autóctones, que permitam promover a diversificação de habitats presentes/disponíveis na área de intervenção.

O objectivo final é conseguir restabelecer o corredor ripícola, que se encontra actualmente bastante descaracterizado e degradado, no troço final do rio e permitir a utilização da área de forma sustentada, respeitando as características ecológicas do espaço.

O estacionamento automóvel e o Parque para auto caravanas, terá capacidade para 374 veículos automóveis, 11 dos quais reservados a pessoas com mobilidade condicionada e ainda 10 lugares para veículos pesados – autocarros.

Propõe-se, igualmente, a instalação de um parque destinado à pernoita e serviço de auto caravanas. Definem-se 12 lugares para pernoita e uma estação de serviço, com capacidade para servir duas unidades em simultâneo.

Esta área de pernoita encontra-se separada do parque de estacionamento para veículos ligeiros e próxima dos equipamentos de apoio que se encontram previstos na área de intervenção – instalações sanitárias e parque de merendas – com o intuito de garantir adequadas condições de utilização.

Para prestar homenagem ao Pinheiro Manso, este local prevê a instalação do “Parque Temático do Pinheiro Manso”, que vai reforçar a ligação entre esta zona do concelho e a Mata Nacional do Pinhal do Rei.

Para promover a correcta utilização do espaço, disponibilizar-se-ão alguns equipamentos e serviços de apoio como sejam instalações sanitárias, equipamentos didácticos, parque de merendas, bancos, papeleiras, etc.

O Parque surgirá repleto de pinheiros mansos que asseguram as zonas de sombra, estabelecem contraste com as clareiras definidas e estruturam e reforçam a relação entre a Avenida Marginal e o Rio Lis, promovendo uma zona de estadia e lazer devidamente equipada."


Cps
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Mensagempor hpinheiro » sexta jul 02, 2010 9:45 am

Caros companheiros, como munícipe (nos tempos livres :) ) de Leiria (Distrito ao qual pertence o municipio da Marinha Grande, municipio este que frequento regularmente), é com muito agrado que vejo esta noticia e todos os desenvolvimentos no sentido de haver insatações proprias às nossas AC's. Mas por outro lado, nascido e criado em Leiria à 29 anos, sei bem onde costumam parar estas obras municipais de requalificação. Ou seja, na zona de Leiria há muito hábito do " diz que faz, mas não faz...".
Por isso so me resta esperar, e rezar para que eu esteja errado e que no final tudo apareça.
Um abraço!
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Não é só em Portugal...em França também

Mensagempor Napoleão e Josefina » segunda jul 12, 2010 10:53 am

Não é só em Portugal...em França também os movimentos e clubes autocaravanistas têm pela frente uma luta que só agora começa.

Bretagne Camping-cars. Les mal-aimés
4 juillet 2010


.La Bretagne est une région accueillante pour les camping-cars. Pourtant, des communes prennent encore des arrêtés pour écarter ces longs véhicules du centre-ville ou du bord de mer. Certains sont abusifs.


Il y a quinze ans, les camping-caristes pouvaient encore stationner où bon leur semblait. Même à proximité du littoral. Puis, pour mettre fin à de fréquents débordements, les communes ont commencé à réglementer le stationnement. Parfois d'une manière abusive. Depuis cinq ans environ, les choses ont tendance à se calmer. Pas mal de collectivités ayant compris l'intérêt d'aménager une aire d'accueil pour concentrer en un seul point cette nouvelle forme de tourisme. Dans leur grande majorité, les camping-caristes s'y retrouvent. Car, sur ces aires, moyennant quelques euros, ils peuvent faire le plein d'eau potable et vidanger les eaux usées.
Ils peuvent aussi dormir en toute tranquillité, le phénomène de groupe écartant les personnes mal intentionnées.


Les mêmes droits que les voitures

Pour autant, on ne peut pas obliger les camping-caristes à fréquenter ces aires ou les campings traditionnels. Car, au regard du code de la route, leurs véhicules ont parfaitement le droit d'occuper la chaussée comme une voiture. Les interdictions locales, qui ne peuvent concerner toute l'étendue d'une agglomération, doivent être dûment motivées par des raisons de circulation ou de sécurité. Le préjudice esthétique aux abords d'un site classé peut également être retenu.

Pas d'interdiction nocturne

Deux autres points importants restent ignorés du plus grand nombre. Tout panneau d'interdiction visant uniquement les camping-cars est illégal car considéré comme discriminatoire. De même, on ne peut interdire le stationnement de nuit. Depuis 2004, une directive ministérielle gomme toute distinction entre stationnement diurne et nocturne de ces véhicules. Qu'ils soient occupés ou non. Il est donc parfaitement légal de dormir dans son camping-car sur la voie publique. À condition qu'aucun élément de confort (chaise, table et même marchepied) ne soit déplié sur la chaussée. Ce qui serait assimilé à du camping sauvage.

Barres de hauteur illégales

Autre dérive constatée dans certaines communes, la pose de portiques de hauteur. Ces équipements ne sont valables que si un arrêté municipal a été pris. Et uniquement pour prévenir d'un danger inhérent à un obstacle (pont ou corniche par exemple). Le comité de liaison du camping-car, organisme représentatif de toute la filière (constructeurs, usagers, presse spécialisée), fait la chasse aux communes qui ne respectent pas la loi. «Récemment, nous avons gagné contre Nice et Cannes. Mais aussi contre La Baule (44).Trois agglomérations emblématiques qui prenaient beaucoup de liberté avec la loi. Nous avons une vingtaine d'affaires en cours. Surtout dans le sud de la France. Et une bonne jurisprudence en notre faveur».

Repères
En France, on estime: - à 250.000 le nombre de camping-cars en 2009 (500.000 en Europe). - qu'il y a 4.900 aires de service dédiées. En Bretagne, on en dénombre plus de 240. - en moyenne, qu'un occupant de camping-car dépense quotidiennement 30€ dans la commune où il s'arrête.


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