Barragem de Montargil

Assuntos gerais relacionados com autocaravanismo.

Mensagempor Papa Léguas » sábado ago 29, 2009 1:06 pm

vitor marques Escreveu:Não deixo contudo de valorizar e muito a capacidade dos companheiros que lutam por ideiais de justiça e de direitos. E se organizam.Mas estou cansado. O Autocaravanismo para mim é para descontrair onde outros não me aborreçam. Para desgaste e stress já me bastam os locais que não posso mudar com facilidade como sejam o local de residência e de trabalho.


Ouvimos dizer
que estás arrasado.
Que já não podes andar de cá para lá.
Que estás muito cansado.
Que já não ás capaz de aprender.
Que estás liquidado!
Não se pode exigir de ti que faças mais.


Pois fica sabendo:
- nós exigimo-lo!
Se estiveres cansado e adormeceres,
ninguém te acordará e dirá:
- levante-te, está aqui a comida!
Porque é que comida havia de estar ali?

Se não podes andar de cá para lã,
ficarás estendido
Ninguém te irá buscar e dizer:
- houve uma Revolução!
As fábricas esperam por ti.
Porque é que havia de haver
uma Revolução?

Quando estiveres morto, virão enterrar-te,
quer tu sejas ou não culpado da tua morte.,
Tu dizes:
- que já lutaste muito tempo,
que já não podes lutar mais.
Pois ouve:
- quer tu tenhas culpa ou não,
se já não podes lutar mais, serás destruído!

Dizes tu:
- que esperaste muito tempo.
Que já não podes ter esperanças.
Que esperavas tu? Que a luta fosse fácil?
Não é esse o caso:
- A nossa situação é pior do que julgavas.

É assim:
- se não levarmos a cabo
o sobre-humano, estamos perdidos.
Se não podermos fazer o que ninguém
de nós pode exigir, afundar-nos-emos.
Os nossos inimigos só esperam
que nós nos cansemos.

Quando a luta é mais encarniçada
é que os lutadores estão mais cansados.
Os lutadores que estão cansados
de mais, perdem a batalha!


Bertold Brecht
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Mensagempor caminheiro » sábado ago 29, 2009 4:38 pm

Companheiro Vitor Marques :
Creio que o meu pensamento acerca da pratica do autocaravanismo não andará muito longe do seu.
Não pretendo discutir com as forças policiais questões de estacionamento. Não páro, compro,estaciono ou pernoito em locais onde não seja bemvindo. Resolvo sempre a situação porque tenho a felicidade da minha religião não me proíbir o uso de parques de campismo. No entanto, não gostaria de ser obrigado a ir para lá dormir e muito menos estacionar. Admito que a insegurança crescente poderá fazer com que os parques de campismo se venham a tornar, na prática, obrigatórios para pernoita. O futuro o dirá.
Não creio que se consigam ganhos para o autocaravanismpo pela via legislativa embora me agrade vêr a actividade regulamentada. O que quer que venha a surgir será sempre no sentido restrictivo, o que eu até compreendo e tenho que aceitar, face aos desmandos, egoismo e falta de civismo crescentes devido ao aumento de” autocampistas”. O cerne da questão reside no civismo ou na falta dele.
Na minha opinião as associações deveriam focalizar-se mais na divulgação das regras comportamentais junto dos autocaravanistas, , sem prejuízo de tudo o que meritóriamente foi e está a ser feito junto das autarquias e do parlamento no que respeita á defesa dos direitos dos verdadeiros autocaravanistas.
Os vendedores de autocaravanas deveriam, no seu próprio interesse, participar activamente na formação autocaravanista dos seus clientes para que o negócio não venha a morrer vítima de inumeras interdições.
Os parques de campismo deveriam, em vez de lutar contra o autocaravanismo, aliarem-se a ele recolhendo um bocadinho a cerca, facultando deste modo espaço para estacionamento e serviços do lado de fora. Com o preço justo aumentariam as receitas. Muitos campings Franceses já o fazem.
A mão da lei deveria ser muito mais actuante e pesada para os “autocampistas”, principalmente para os que acham que a posse da autocaravana lhes dá direito a um lote de terreno gratuito e “quase vitalício” á beira mar.
Agosto está a terminar e por isso chegou a minha vez de ir vadiar. Para lá dos Pirineus. Aí não me sinto constrangido.
VIVA O AUTOCARAVANISMO. Abaixo o “autocampismo”
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Mensagempor vitor marques » sábado ago 29, 2009 8:23 pm

Companheiro Papa Léguas,

Percebo o ponto de vista e como já disse admiro-o. E agradeço também a forma elegante e cordata com que me tenta espicaçar esta espécie de letargia e descrença social em que me instalei. Admito que deveria lutar e juntar-me aos que lutam. Mas... como estou condenado a morrer, não quero contrariar o destino e quanto mais cedo me adaptar à ideia e dela tiver consciência, menos custará o momento final se tiver tempo de me aperceber dele.

Mas, como disse, acompanho com interesse e admiração os que fazem das tripas coração pelos seus ideais, quer sejam bons e comuns, quer sejam mais individuais, desde que não atropelem os outros.

Um grande bem haja a todos os que lutam pelos direitos "legitimos dos Autocaravanistas" e esperança que os autocampistas sejam cada vez menos por via da informação e da persuasão.
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Mensagempor majv » sábado ago 29, 2009 10:25 pm

Companheiros,
Desde que abri este tópico, tenho acompanhado a sua evolução, e a "discussão" (está entre aspas porque como "discussão" tem sido 100% sadia, e assim é que o autocaravanismo sai engrandecido, e não com "discussões" estéreis do bota-abaixismo), e acabei hoje de ler um post do Companheiro Caminheiro (não sei quem é, e com o devido respeito, isso é o menos importante), e com o qual estou a 99,999% de acordo:
caminheiro Escreveu:Companheiro Vitor Marques :
Creio que o meu pensamento acerca da pratica do autocaravanismo não andará muito longe do seu.
Não pretendo discutir com as forças policiais questões de estacionamento. Não páro, compro,estaciono ou pernoito em locais onde não seja bemvindo. Resolvo sempre a situação porque tenho a felicidade da minha religião não me proíbir o uso de parques de campismo. No entanto, não gostaria de ser obrigado a ir para lá dormir e muito menos estacionar. Admito que a insegurança crescente poderá fazer com que os parques de campismo se venham a tornar, na prática, obrigatórios para pernoita. O futuro o dirá.
Não creio que se consigam ganhos para o autocaravanismpo pela via legislativa embora me agrade vêr a actividade regulamentada. O que quer que venha a surgir será sempre no sentido restrictivo, o que eu até compreendo e tenho que aceitar, face aos desmandos, egoismo e falta de civismo crescentes devido ao aumento de” autocampistas”. O cerne da questão reside no civismo ou na falta dele.
Na minha opinião as associações deveriam focalizar-se mais na divulgação das regras comportamentais junto dos autocaravanistas, , sem prejuízo de tudo o que meritóriamente foi e está a ser feito junto das autarquias e do parlamento no que respeita á defesa dos direitos dos verdadeiros autocaravanistas.
Os vendedores de autocaravanas deveriam, no seu próprio interesse, participar activamente na formação autocaravanista dos seus clientes para que o negócio não venha a morrer vítima de inumeras interdições.
Os parques de campismo deveriam, em vez de lutar contra o autocaravanismo, aliarem-se a ele recolhendo um bocadinho a cerca, facultando deste modo espaço para estacionamento e serviços do lado de fora. Com o preço justo aumentariam as receitas. Muitos campings Franceses já o fazem.
A mão da lei deveria ser muito mais actuante e pesada para os “autocampistas”, principalmente para os que acham que a posse da autocaravana lhes dá direito a um lote de terreno gratuito e “quase vitalício” á beira mar.
Agosto está a terminar e por isso chegou a minha vez de ir vadiar. Para lá dos Pirineus. Aí não me sinto constrangido.
VIVA O AUTOCARAVANISMO. Abaixo o “autocampismo”

É nesse pequenino pormenor que está a negrito, que eu, permita-me, não estou de acordo.
Para mim, havendo legislação, as autoridades são mesmo obrigadas a cumpri-la, e aí, caro Amigo, os prevaricadores do autocampismo, estão logo á partida sujeitos a multas e outras coisas que tais, e as autoridades são obrigadas a cumpri-las.
Aí acabar-se-á (digo eu, numa de pensamento positivo) com as torneiras das aguas cinzentas a despejar para cima do alcatrão ou do canteiro das flores (situação menos má, porque sempre alimentam as plantinhas.... :lol: :lol: :lol: ), bem como dos estendais de roupa lavada, ou dos toldos abretos a ocupar 2 lugares e meio de estacionamento, etc. etc..
É apenas nesse pormenor: legislação para servir de base á intervenção e autoação por parte das autoridades.
Abri este tópico, com o exemplo da actuação da GNR de Montargil (penso que seriam de Montargil, pois a Barragem tem esse nome....ou então serão de Mora, que creio ser a sede de concelho).
Foi uma actuação 5 estrelas, e não digo isto por não me terem "chateado"...digo-o porque foram "atacar" no busilis da questão.
E na manhã desse domingo, quando fui perguntar ás pessoas dessa outra AC, o que se tinha passado, foi-me dito que os GNR's lhes tinham dito o que teriam de fazer e apontaram para minha "casinha", e lhes disseram "...tal como está aquela..."
Não quis entrar em discussões, do certo ou errado, com eles mas deu para ver que não gostaram do que lhes foi dito.
E se há coisa que eu não me sinto capaz é de tentar meter na cabeça dos outros, aquilo que são as boas regras do autocaravanismo.
Já me basta os stresses do dia a dia de trabalho, quanto mais ainda ir arranjar discussões ao fim de semana, e sujeito a levar com alguma panela na cabeça....
Falou dos vendedores das AC's....e para mim, tocou na verdadeira ferida da questão.
É aí que deveria começar a educação dos autocaravanistas (se ainda não a tiverem), mas.....e dizer a alguém que não abra o toldo numa via publica?...já não vendem toldos.
E dizer a algum potencial comprador que não se meta a fazer churrascadas fora de parques de campismos?...se calhar já nem lhe compram a AC...
Certo ou errado?
Igualmente e tal como você...é tão bom andar para lá dos Pirinéus....
Nota:
Gostava que algum Companheiro que pernoite em Montargil, e que não seja molestado pelas autoridades, e assista a situações como as que eu assisti, o diga aqui.
Não quero pensar que fui a excepção á regra, mas que faço parte da regra, onde aparecem algumas excepções.
Boas voltas.
Manuel Vitorino
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Mensagempor pressler » domingo ago 30, 2009 9:03 am

Bom dia companheiros,

Vitorino aqui a formiguinha disfarçada de bruxa concorda contigo quanto a haver lei sobre a pratica do autocaravanismo.
1 - A lei que surja será para por em pratica a máxima de que : " a minha liberdade acaba onde começa a dos outros". Porque tenho eu de continuar a deixar que gente sem civismo manche a minha imagem de turista intinerante? Porque acham alguns proprietários de autocaravana que a compra de uma autocaravana os vai tornar livres, tão livres que não terão de cumprir qualquer regra de estacionamento ou de conduta? Sabem que fazer campismo selvagem é proibido, mas pensam que dentro de uma AC estão longe dessa proibição!
2 - Quanto aos vendedores de Acs e ao seu poderio, começo por explicar que existem vários tipos de vendedores: os dos novos(representantes de marcas), os dos importados que vão á Alemanha buscar os veiculos e os que têm um stand e tambem vendem umas usaditas...
São ou não aderentes da ACAP caso o desejem porque não é obrigatorio, pelo que se esta entidade os obrigasse por exemplo a distribuir um panfleto informativo das regras de ouro do autocaravanismo, os que o teriam de fazer seriam uma infima parte do mercado nacional. Não estou a defender ninguem, pois a minha 1ª AC fui eu que a trouxe da Alemanha, só estou a explicar aonde chegou a minha investigação do assunto sobre vários pontos de vista.
3 - Agora quanto á força politica questiono o seguinte : quem tem mais força ? as associações de parques de campismo onde está incluida a Federação de Campismo ou os autocaravanistas e importadores de automoveis?
A - A Associação de parques de campismo onde se inclui : a Inatel, Orbitur e outros incluindo os particulares tem poderio de €€€€!!! Pagam IRS, dão emprego a milhares de funcionarios, pagam IMI, agua electricidade, têm de cumprir as regras da ASAE e defendem que para tudo isto têm de fazer muito, muito graveto. Geram ainda muitos primeiros empregos a estudantes durante o verão sendo uma entrada no mundo profissional de alguns! Se o governo questionar o INE sobre os numeros que os parques geram obtêm uma resposta com bastantes digitos.
B - Por outro lado temos milhares de Autocaravanistas que fazem turismo itinerante e trazem dinheirinho ás populações por onde passam. Mas só temos os valores de um estudo efectuado e nada de concreto, o INE ainda não tem a nossa estatistica se quer.A Direcção Geral das Alfandegas poderia ter uma ideia aproximada de quantos veiculos da tipologia "autocaravana" existem em Portugal, mas esse numero teria de ser solicitado pelo importadores da Fiat e Ford. Tratar-se-ia de numeros de chassi e não de marcas de autocaravanas, pelo que incluia um bolo maior.
Termos força politica e economica? Claro que temos!
Mas a maioria dos ACs quer é "papas e descanso"... Têm razão quando dizem que compraram uma AC para descansar e descontrair aos fins-de-semana e não para ter mais chatices a tentar obter algo. Eu também comprei a minha AC para passear, descomprimir e poder levar os meus animais nos meus passeios...
Agora juntarmo-nos e fazer algo em conjunto? Fazer uma manifestação a sério? Deixar de frequentar lugares onde não nos querem como é o caso de Porto Covo para lhes mostrar o quanto perdem com a nossa ausencia?
Tudo ideias bonitas que são meros oásis neste deserto em que se tu tentas fazer algo de bom por quem nada faz, ainda lês ou ouves : mas quem te disse que podias fazer isso por mim? Eu não te mandatei para intercederes por mim!
Há dias em que te questionas para quê gastar dinheiro em telefonemas, deslocações e horas do teu tempo livre a tentar fazer algo?
Depois vem o meu lado de bruxa e responde: "Mais que não seja fá-lo por ti! porque se dormires sobre o trabalho que poderias fazer, um dia ao acordar vais ver que os parques de campismo venceram e a tua AC pertence-lhes" :shock:
Desculpem mas acordei nesta manhã de domingo com vontade de escrever :oops:
Boas viagens
Ana Pressler
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Estamos sós?

Mensagempor Papa Léguas » domingo ago 30, 2009 4:50 pm

FILOSOFANDO

A informação e opinião (http://papaleguaspt.blogspot.com/2009/08/e-proibido.html e http://www.campingcarportugal.com/forum ... php?t=3082) colocada no Fórum do CampingCar Portugal e no Blogue do Papa Léguas e versando as questões que presentemente afectam os autocaravanistas, nomeadamente as discriminações de que estão a ser alvo, foi feita, tanto quanto possível, de forma esquemática e sem prejuízo do todo.

Só assim, parcelando as questões, é possível analisar o todo e, eventualmente, chegar a conclusões.

Em nenhum momento se analisou o estado de espírito de cada um dos autocaravanistas, o espírito de solidariedade do Movimento Autocaravanista de Portugal ou a maior ou menor ausência de associativismo que, como suponho que todos sabemos, tem origens e motivações históricas.

Procurou-se, pois, analisar a questão na perspectiva de que a discriminação é, SEMPRE, um atentado aos direitos de todos os cidadãos, independentemente de serem ou não autocaravanistas.

Qualquer cidadão ou grupo de cidadãos quando discriminados têm que ser defendidos pela sociedade, ou seja, por todos nós, independentemente do tipo de discriminação de que sejam alvos e na medida em que devemos considerar a discriminação um atentado à liberdade. Pretender que se trata de um problema individual é uma forma egocêntrica de estar e, quem a perfilha, deve, coerentemente, isolar-se.

Quando se fala em liberdade fala-se, obviamente, de direitos e deveres.


PLATAFORMA DE ENTENDIMENTO MINIMO

O Projecto de Lei 778/X que não foi aprovado na Assembleia da República era uma boa Lei, ressalvando o Nº 2 do Artigo 5º que aparentava ser uma contrapartida à criação de “Estacionamentos Exclusivos” e em que se depreendia que as autocaravanas SÓ podiam estacionar nos espaços públicos quando não existisse estacionamento exclusivo. Nessa perspectiva o N.º 2 do Artigo 5º do Projecto-lei 778/X promovia a discriminação.

Definidos os conceitos de ACAMPAR e ESTACIONAR seria espectável que houvesse uma plataforma de entendimento, por parte dos autocaravanistas e, consequentemente, a liberdade de acampar ou estacionar fosse condicionada por estes dois pressupostos.

Assim, só devemos ACAMPAR (em conformidade com o conceito definido) nos locais legalmente estabelecidos, designadamente nos Parques de Campismo, devendo ser punido quem esteja em contravenção.

Assim, só devemos ESTACIONAR (em conformidade com o conceito definido) nos locais legalmente estabelecidos, nomeadamente no Código da Estrada, devendo ser punido quem esteja em contravenção.

Logo, toda e qualquer legislação que proíba o estacionamento de autocaravanas pelo facto de o serem é ilegítima.

ALGUM AUTOCARAVANISTA DISCORDA DESTES PRESSUPOSTOS?


TURISMO ITINERANTE

TURISMO – Acção ou efeito de viajar, basicamente com fins de entretenimento e eventualmente com outras finalidades (culturais, por exemplo).

ITINERANTE – Que se desloca de lugar em lugar no exercício de uma função.

Estes dois conceitos são, em si mesmos, sinónimos de movimento, pelo que o autocaravanismo, entendido como uma forma de turismo itinerante, pressupõe que os estacionamentos num mesmo local não devam ser superiores a um período de tempo razoável.

Logo, os autocaravanistas que pretendam gozar férias em determinado local e estarem estacionados, para além de um período considerado razoável, deixam de estar abrangidos pelo conceito de Turismo Itinerante, devendo deslocar-se para um Parque de Campismo ou outro local onde possam, legalmente, acampar.


BOM SENSO

Será através da submissão voluntária que os autocaravanistas não estarão estacionados no mesmo local mais do que um período de tempo aceitável, normalmente um máximo de 72 horas.

Será, também, através das responsabilização individual de cada autocaravanista e, se necessário, através da aplicação de coimas que os autocaravanistas deverão e / ou serão obrigados a não acampar fora dos locais permitidos.

Não se trata de contrapor o autocaravanismo, entendido como uma forma de turismo itinerante, à não utilização de Parques de Campismo. Eles (os Parque de Campismo) devem e podem ser utilizados sempre que os períodos de estacionamento sejam superiores a 72 horas ou sempre que o autocaravanista sinta necessidade de o fazer.

(Embora não seja uma mais valia para esta questão, mas para desfazer suspeitas sobre eventuais “más vontades” contra os parques de Campismo, esclarece-se que o autor do Blogue “Papa Léguas” foi durante cerca 12 anos Gestor de um Parque de Campismo, pelo que, por princípio, nada tem contra a utilização dos mesmos.)


ESTAMOS SÓS?

Será que estamos sós na defesa destas ideias ou que as mesmas são inéditas? Será que o que se está a verificar em Portugal é inédito? Será que noutros países também existem nichos de mercado apetecíveis e relacionados com o autocaravanismo?

Na blogosfera são múltiplas as notícias sobre a proibição do estacionamento de autocaravanas, “empurrando-as” para Parques de Campismo e/ou Áreas de Serviço.

Em França, devido à intervenção de Associações de Autocaravanistas, os Tribunais obrigaram alguns Municípios a anular as proibições de estacionamento dirigido especificamente às autocaravanas.

Em Espanha multiplicam-se as proibições de estacionamento nocturno dirigidas às autocaravanas o que tem motivado a intervenção pontual da FEAA – Federación Española de Asociaciones Autocaravanistas junto dos Municípios e com algum relativo sucesso.

Também algumas das 13 Associações Autocaravanistas federadas na FEAA se têm movimentado e obtiveram, recentemente (2008), da “Dirección General de Tráfico” de Espanha aconselhamento para procederem juridicamente contra o Município que legisle de forma contrária ao que estabelece o “Código General de Circulación”

Transcrevemos um trecho do que sobre a matéria escreve a “Dirección General de Tráfico” de Espanha, sem prejuízo de os interessados poderem aceder aos documentos referidos (http://papaleguas.com.sapo.pt/blogue/1974-05-08_InstruccionGT53.pdf, http://papaleguas.com.sapo.pt/blogue/20 ... on_DGT.pdf e http://papaleguas.com.sapo.pt/blogue/20 ... os_DGT.pdf)


*** *** ***

Ordenanzas Municipales

• “Una de las quejas que con mayor frecuencia se formulan ante esta Dirección General de Tráfico por los usuarios de autocaravanas es la prohibición de estacionamiento aplicable a estos vehículos en parte o en la totalidad de las vías urbanas que algunos ayuntamientos incorporan a sus ordenanzas.”

• “[…] a juicio de esta Dirección General de Tráfico es indiscutible que la exclusión de determinados usuarios debe ser necesariamente motivada y fundamentada en razones objetivas […], pero no por su criterio de construcción o utilización ni por razones subjetivas como pueden ser los posibles comportamientos incívicos de algunos usuarios […].

Las autocaravanas pueden, por tanto, efectuar las maniobras de parada y estacionamiento en las mismas condiciones y con las mismas limitaciones que cualquier otro vehículo.”

Estacionar o acampar

• “No establece el Reglamento General de Circulación otras condiciones que deban cumplirse al efectuar la parada o el estacionamiento de un vehículo, por lo que esta Dirección General de Tráfico considera que mientras un vehículo cualquiera está correctamente estacionado, sin sobrepasar las marcas viales de delimitación de la zona de estacionamiento, ni la limitación temporal del mismo, si la hubiere, no es relevante el hecho de que sus ocupantes se encuentren en el interior del mismo y la autocaravana no es una excepción, bastando con que la actividad que pueda desarrollarse en su interior no trascienda al exterior mediante el despliegue de elementos que desborden el perímetro del vehículo tales como tenderetes, toldos, dispositivos de nivelación, soportes de estabilización, etc.”

*** *** ***

Um bom exemplo a seguir pelas Associações Autocaravanistas de Portugal


FIM

É chegado o tempo de todas as associações de autocaravanistas, todos os “formadores de opinião”, todos, todos, TODOS se sentarem na mesma mesa e discutirem IDEIAS.

Sem lutar pelos nossos direitos e interesses nada se consegue.
Parar. Parar não paro.
Se a coerência custa caro,
Eu pago o preço.

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Civismo

Mensagempor CCLV-CANOAGEM » segunda ago 31, 2009 12:07 pm

Depois do que tornei a ver este mês será ainda mais dificil conseguirmos mais doque mais restrições.

É um descalabro que não tem idade nem nacionalidade, muito dinheiro e nenhuma educação ou civismo pelos outros.

Por este caminho estamos condenados
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RESTRIÇÕES ANUNCIADAS

Mensagempor josegon_calves » segunda ago 31, 2009 12:26 pm

Pois é!

Parece que por mais que lutemos, os cumpridores, os respeitadores, os que sabem o que é Liberdade, não vamos a lado nenhum!

Enquanto as Autoridades Policiais não forem capazes de impor os Regulamentos e Leis em vigor e aplicar as coimas devidas a quem está a infringi-las, por mais que andemos e lutemos, não vamos a lado nenhum!

E a imagem que fica, por mais limpos que sejamos, por mais educados que sejamos, por mais cumpridores que sejamos, será sempre, feios, porcos e maus!!!

É fácil sujar uma toalha com uma dou duas nódoas!

Dificil mesmo, é limpar essas nódoas!!!!!!!!!!!!!!!

Ao contrário do que me é tradicional, sai em regime de passeio por duas vezes para o "interior" neste mês de Agosto. Não tenho "queixas" a apresentar ou a relatar, simplesmente porque não vi vivalma pelos locais magnificos que disfrutei!

Bem haja o interior que ainda permanece despoluido de autocampistas!!!

Continuemos a Caminhar na Esperança de que de facto algo comece a mudar num panorama que cada vez mais nos tem vindo a ser desfavorável.

Até sempre,

José Gonçalves
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Mensagempor ferreiradasf » segunda ago 31, 2009 2:53 pm

Vivam, boas tardes :wink: :wink:

-Sobre estes maus comportamentos, à que primeiro estudar os autocaravanistas, ou melhor o que eu quero dizer é que à necessidade de se saber porque é que se é autocaravanista e porque optaram por este maneira de fazer turismo itinerante.
-
-Temos primeiro que saber porque é que se é autocaravanista.
-Não sou daquelas pessoas que vêm do campismo, aliás quando se falava em campismo eu era e ainda sou daqueles que dizem “que horror”.
-Durante uns anos fiz férias de hotel, até que surgiu/falou-se em se começar a ir para o estrangeiro (talvez esgotado que estava o nosso Portugal) e aí falou-se em se comprar uma rolote.
-Hora bem podia continuar a ir para hotéis, nada mo impedia !!? Mas deve ter sido a liberdade de poder decidir quando iria, onde iria ficar, e ficar mais elucidado dos locais por onde iria passar e em que muitos deles não fazem parte do roteiro nem dos pacotes que as agências nos querem propor, e depois o mais importante o facto de gostar de conduzir.
-Os passeios que durante anos fiz com a rolote, foram maravilhosos, até que um problema de saúde me fez repensar se devia continuar e insisti em continuar, mas agora com uma autocaravana.
-Não estou arrependido de ter feito esta opção, mas fui-me apercebendo das dificuldades em se cumprir com as boas regras, não as que têm a haver com comportamento mas sobretudo com a falta de ASs.
-Bom… já se devem ter apercebido que sou um autocaravanista que gosto sobretudo de fazer turismo itinerante, ou seja de não estar dependente de hotéis nem de horas, de conhecer cantos e recantos e sobretudo gosto das gentes (sejam nacionais sejam estrangeiras), gosto ainda de sentir as experiências que a AC me proporciona, etc…etc.
-
-Mas há autocaravanista que apesar do custo inicial acham que é mais económico.
-Mas há Ac que não gostaram das condições que os parques de campismo lhe ofereciam e optaram uma AC.
-Mas há Ac que simplesmente gostam de aderir a esta modalidade de férias, “turismo itinerante”.
-Mas há Ac que não gostam dos programas de férias oferecidos pelas agencias e que estão sempre a reinventar o destino/programa (o meu caso).
-Mas há Ac que por terem animais, optam tb por fazer este tipo de turismo uma vez que não se conseguem separar dos seus Amigos.(aqui tb sou um deles)
-
-É por sermos tão diferentes que depois surgem alguns dos maus comportamentos já descritos.
-Os vendedores não são os culpados, apesar de reconhecer que muitos deles não percebem nada do que estão a vender, uma vez que quando vamos comprar um carro tb não nos informam dos comportamentos cívicos que devemos ter com o mesmo e basta fazer meia dúzia de kms para tb aí vermos maus comportamentos (estacionamentos em cima dos passeios, estacionamentos em curvas, poucos cumprem com as boas regras incluindo as do código da estrada, as beatas/papeis pela janela fora..etc…etc)
-Se calhar aqui o que deveria haver era um exame para se saber se uma pessoa que quer adquirir uma AC se satisfaz ou não condições para o mesmo, ou seja uma carta autocaravanista para o habilitar a circular com uma AC alem da carta de condução, onde na primeira se aprende a conduzir e a saber o código da estrada a segunda para saber os bons comportamentos que deve ter como autocaravanista.
-
-Já sei que muitos não vão concordar com este ultimo paragrafo, mas só vos digo que mais tarde ou mais cedo será a própria União Europeia a resolver, uma vez que já é um problema que tb existe em toda a Europa.
-Dir-me-ão que os franceses isto e aquilo os alemães isto e aquilo os italianos isto e aquilo etc…Bom…!!! mas é aqui que estão as fábricas de autocaravans, mal seria se esses países não estivessem atentos a este fenómeno.
-
-Quanto á pergunta (já velha) que muitos de nós fazemos que é, quem nos representa??? a resposta é simples quer gostem quer não em primeiro é a Federação de Campismo e Montanhismo,(FCMP) são eles que até à data nos podem representar ao mais alto nível, são eles que são chamados a opininar/esclarecer sobre o autocaravanismo e em segundo, aos únicos clubs lá inscritos o Club Português de Autocaravanas, (CPA), que representa mais de 2mil sócios e o Clube Autocaravanista do Norte (CAN).
-O que vos proponho é que seja para estes dois que devem ir todos os vossos/meus lamentos.
-
Porque começamos a ser muitos e porque começamos a ter a consciência que a ocupação por vezes selvagem dalguns espaços é totalmente inaceitável, quer do ponto de vista legal e ambiental, se torna necessário estabelecer regras à prática desta actividade, o vazio legal se ajuda alguns prejudica outros.
-O facto de sermos vistos como porcos e não desejáveis aliado ao vazio legal existente, faz com que algumas Câmeras Municipais procurem acabar com os estacionamentos abusivos e prolongados, acabar com a ocupação de espaços públicos de elevado valor ambiental e paisagístico, etc… as Câmaras se calhar nem se apercebem que nos estão descriminar uma vez que, o que eles pretendem mesmo é não nos ver por lá.
-
-O autocaravanismo como fenómeno recente ainda tem a percorrer um caminho muito longo e por vezes penoso para aqueles que desinteressadamente o têm procurado fazer.
-Aqui eu tb achar que não se vai lado algum com amadorismos, pessoas que apesar de disporem muito de seu tempo prejudicando por vezes amigos e família não conseguem fazer mais, um bem haja para todos, mas temos que passar a ter profissionais, pessoas que a tempo inteiro tenham como objectivo elevar o Autocaravanismo o mais alto que puderem e souberem.
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Um abraço todos
Para os que regressaram de férias espero que vos tenha corrido bem, para que estão ainda para ir, boas férias e bons passeios.

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Mensagempor edurana » segunda ago 31, 2009 4:24 pm

Companheiro:
Parque de campismo "que horror" não concordo. Fiz campismo durante 57 anos e a causa principal é a falta de educação dos utentes. Nunca precisei de nenhum curso para ser asseado e deixar as instalações limpas.
Tambem discordo do tal paragrafo, pergunto: o qu o exame nos ia ensinar? nada. Não é preciso ser Dr. para ter maneiras de se viver em sociedade, por vezes são os piores. O que precisamos é de legislação adaptada ao estilo de turismo que escolhemos, onde sejamos respeitados como tal e não ver as nossas viaturas serem descriminadas.
Este ano estive em Monte Gordo e os Companheiros estrangeiros são bem piores que nós.
Um abraço para si e desculpe este desabafo, mas como já fui campista, não pude deixar de o fazer
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edurana
 
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Que futuro para o CPA e para autocaravanismo em portugal?

Mensagempor errante » segunda ago 31, 2009 6:28 pm

O direito de livre associação em portugal, permite a quaisquer constituírem-se como parte interessada e intervirem, proporem, etc, …para o bem ou para o mal.

O Campingcarcar Portugal, é um (bom) exemplo : dois amigos fazem uma associação!

E nós, que lhes reconhecemos a generosidade dos propósitos, usamos e abusamos de um espaço que é deles.

Mas será sempre assim?

O CAB, o MIDAP, o CAS, o CAN,… e outros que legitimamente apareçam, embora com ténues representações do universo autocaravanista, poderão ainda reclamar-se de um protagonismo e acção, defendendo interesses, que não terão que ser necessariamente coincidentes com os da maioria autocaravanista.

Todas as associações que vão legitimamente aparecendo e intervindo, terão a mesma clarividência de propósitos?

– Não há nenhuma garantia disso! Direi mesmo, que esse perigo é tão eminente e ameaçador, que urge preparar uma resposta.

Como é que, no futuro se poderão contrariar investidas de propostas, não coincidentes com o interesse da maioria?

O associativismo autocaravanista em Portugal, é tão frágil, que tem estado à mercê de qualquer investida, … de quem se reclame com uma qualquer representatividade, (tenha a dimensão que tiver) como recentemente ficou demonstrado.

É verdade que todos os contributos, individuais ou colectivos, são bem vindos, provada que esteja a generosidade das suas propostas. Para o que não basta a troca de galhardetes ou chaves entre associações!

O obscurantismo do processo, que deixou à margem da discussão a comunidade autocaravanista para a proposta da nova lei, recentemente sujeita a votação no parlamento nacional, só tem um responsável: o CPA!

E porquê?!

- Porque o CPA não foi capaz de garantir (sequer dar contributo) previa e atempadamente, à democraticidade de uma discussão e de um sufrágio interno.

Uma estrutura associativa digna dos seus associados, se não é capaz de assegurar a participação dos seus sócios, na legitimação de um processo legislativo, em que se envolvera, que a todos dizia respeito e tão crucial era para o futuro da modalidade, … abortava-o!

O presidente do CPA, lamenta agora em editorial, o facto de os autocaravanistas não terem sido consultados!

Pergunta-se então: sendo assim porque não abortou o processo em tempo oportuno?

Não se pretende com a pergunta menosprezar o trabalho de Ruy Figueiredo, e restantes companheiros da direcção do CPA, de quem, todos estamos certos e gratos da generosidade com que têm feito o melhor que podem.

Vale, como demonstração, de que o CPA não tem estado à altura das suas responsabilidades e de que as associações não podem estar ao sabor do golpe de asa de seja quem fôr!

Uma associação vale pela forma como a sua estrutura e processo de decisão estão construídos, em ordem a espelhar a vontade da maioria, aí democraticamente aceite como interesse público!

Por muito que isso custe aos sábios franco atiradores ou à burocracia.

Serve isto para dizer, que quem quiser fazer alguma coisa pelo autocaravanismo em Portugal, deve antes de mais pegar na direcção do CPA e reestruturar o Clube!

Pela sua já longa história, pelo seu maior número de associados, o CPA será sempre pedra angular em qualquer diálogo com estruturas de decisão política municipal ou nacional.

Só através de uma associação forte, com mais história e representatividade que as restantes, melhores princípios estatutários e uma direcção centrada no essencial: a legislação existente, a legislação necessária e sua real concretização no terreno, em ordem ao desenvolvimento da modalidade, com mais esclarecimento e discussão interna. Só assim é possível progredir e fazer abortar todas as “ameaças” que possam surgir, de projectos que embora legítimos sejam menos representativos do interesse colectivo.

Como consegui-lo?!

Criando secções regionais, de que há alguns conhecidos embriões, como sejam os Amigos do Centro, o CAN, o CAS, talvez o CASUL, etc…agrupando-se as suas direcções numa direcção nacional, a que deviam ser proponentes de imediato nas próximas eleições do CPA. Conjuntamente candidatarem-se, com uma lista representativa de todos estes pequenos clubes existentes e a criar. E dessa intenção, lista e programa darem prévio anúncio e conhecimento nos respectivos fóruns da modalidade. Creio a maioria dos sócios teriam nessa próxima assembleia, uma oportunidade de se reconciliarem com o clube, sufragando a legitimidade desse programa e dessa nova direcção!

Às secções regionais, com receitas próprias, caberá o desafio de permanentemente alargar o universo de associados desenvolvendo-se aí todas as actividades de aproximação com a modalidade e de convívio tradicionais.

À direcção nacional, onde estejam representadas todas as secções, cabe re-elaborar estatutos que garantam procedimentos democráticos na construção de decisões verdadeiramente representativas da vontade da maioria e o desafio de conquistar o direito de audição e respeito junto dos sócios e da sociedade portuguesa.

Só com uma estrutura associativa forte, é possível assegurar a continuidade no tempo de uma acção coerente, esclarecida e democrática, sem dependência de estados de alma, de maior ou menor golpe de asa de quem vai surgindo ao sabor dos tempos e das conveniências.

Antes de outras iniciativas ou ensaios legislativos, venham os falcões e os golpes de asa de onde vierem, é antes de mais preciso, primeiro preparar as estruturas de decisão de forma a assegurar o interesse geral.

Este é o desafio principal, absolutamente prioritário e urgente para o CPA e consequentemente para o autocaravanismo em Portugal.

Quanto aos mais problemas pontuais, os diagnósticos estão feitos e os antídotos são conhecidos , não há é quem opere…

Creio, que os actuais dirigentes destes clubes regionais de autocaravanismo, já existentes, não se podem furtar a mais esse desafio!

Pelos seus próprios clubes, pela modalidade que os apaixona e já representam e por Portugal.
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Re: Que futuro para o CPA e para autocaravanismo em portugal

Mensagempor spinto » segunda ago 31, 2009 10:35 pm

errante Escreveu:O presidente do CPA, lamenta agora em editorial, o facto de os autocaravanistas não terem sido consultados!


Não sou associado mas estou a pensar em ser pró ano, mas gostaria de não pagar somente a joia e cota anual, mas também poder expor ou tirar alguma dúvida que apareça.
Não tenho boa imagem do CPA neste momento e estou á vontade para o dizer porque:
- Fiz o registo no forum do cpa em 12 de julho e não vi ainda á data deste comentário a minha conta activada.
- Fiz dezenas de telefonemas ás horas e numeros indicados no site e ainda não consegui que alguém atendesse o telefone.
- já enviei 1 email para o CPA com aviso de leitura e ainda ninguém me respondeu nem como de email lido.

Agora digam,
que pessoas como eu pensam destas associações?
Que credibilidade tem estas associaºões?
Serão estes os senhores que gerem ou tentam gerir o autocaravanismo em portugal?

Não se pode colocar a culpa em toda a gente, a direção pode até nem saber o que se passou, mas que tenho má impressão de quem está á frente de um clube com milhares de associados, isso não duvidem.


desculpem ter desabafado assim, mas acho que um dos problemas do autocaravanismo em portugal é dinamismo, e força de vontade de quem ainda tem poderes e alguma voz.

abraço desde braga
Por onde quer que passe, o Autocaravanista que se preze deixa sempre o local melhor do que o encontrou !!!!!
Sergio Pinto
Braga
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Re: Barragem de Montargil

Mensagempor cookie » sexta mar 26, 2010 8:01 pm

majv Escreveu:A propósito do tópico de Vila Praia de Ancôra e de tantos outros:
Este fim de semana, de sábado para domingo, pernoitei na Barragem de Montargil.
Indecisos entre esse local e o Fluviário do Açude do Gameiro, e já cerca das 20 horas, mal vimos uma AC estacionada a cerca de 300m do paredão e do lado oposto á povoação que dá o nome á barragem, toca a ficar por ali, que já havia companhia.
Junto a essa AC, com toldo aberto, mesa e cadeiras..., um jeep, um barco e uma tenda montada, espaço não faltava, e toca a assentar arraiais.
Jantar, e como de TV nem sinal havia, foi dia de deitar mais cedo.
Cerca das 23 horas, ouço um jeep a chegar, e espeitando, vi que era a GNR.
Ordem para os nossos vizinhos desmontarem a tenda e recolher toldo, bem como mesa e cadeiras.
Palavras do GNR: "para acampar, há ali um parque do outro lado..."
E deseguida foi mandar desmontar mais umas 2 dezenas de tendas que bordejavam a margem da barragem.
A nós nada foi dito, e também nada haveria a dizer pois nada tinha para o exterior da AC.
Portanto, e pelo menos em Montargil, parece que a GNR já não mete as AC's todas no mesmo pacote, e, desde que estacionadas ordeiramente, nada dizem...
Ainda vale a pena ser civilizado.


até que enfim um relato de uma actuação sensata. :)
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Mensagempor EMAN » segunda mar 29, 2010 2:33 pm

Boas

Sim, em Montargil já houve mais testemunhos da correcta actuação por parte da GNR, no que diz respeito a quem estava a praticar campismo ou qualquer outra vertente similar, que não Autocaravanismo.

Ou seja, quem estava a prevaricar, foi obrigado a cumprir a lei.

Palavras do GNR: "para acampar, há ali um parque do outro lado..."


E muito bem referido. Mas mesmo que não houvesse parque.....se transcende o Autocaravanismo, que se sancione.

E o Autocaravanismo/Autocaravanista nada mais pretende do que isso.
Que os prevaricadores sejam sansionados.
É tão fácil cumprir as Regras de Ouro http://www.campingcarportugal.eu.

Saudações rolantes
EMAN
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