por jorge santos » quinta dez 15, 2011 3:53 pm
O que o companheiro João Morgado, menciona, já foi muitas vezes testemunhado por nós nas viagens por Espanha.
O que é diferente é que as autoridades governativas espanholas, optam por medidas sensatas procurando não defraudar o erário publico e não como no caso português, há uma procura infernal, extorquir o máximo de proventos dos cidadãos.
Em Junho de 2007, foi aprovada a lei da introdução de portagens nas Scut's. Nós, também como portugueses, que somos não ligámos patavina ao assunto e devemos ter pensado, mais um decreto-lei, para arquivamento.
O Governo porém, desde então, não pensou em outra coisa que não fosse olhar à fonte de rendimento.
Um Governo, sério, honesto com o seu povo, e não cego pela gula, também se eximiu a responsabilidades e como parceiro principal das Estradas de Portugal SA, deixou que esta instituíção fizesse como queria. O atropelo a todos os principios de dignidade, não usurpando, vias alternativas, foi um dos começos.
Possívelmente, baseados nos rendimentos anuais da A-1, A2, A-5 e outras de grande tráfico, vamos impôr x importância por km, porque êles mais cêdo ou mais tarde, vão pagar aquilo que queremos.
Desataram a pôr mais cimento e alcatrão aqui e ali, mais umas marcações, guardas nas bermas et voilá, temos auto estrada.
Acredito que tenham gasto milhões (nos dias d'hoje, não é politicamente correcto falar de figuras menores) mais pórticos, mais sistemas de controle, mais umas confusões de quem faz as coisas em cima do joelho, e dia 8/12/2011 abrimos para negócio.
Qualquer Empresário com um pouco de sensibilidade para as expectativas de retôrno, olharia o mercado, e uma das primeiras iniciativas seria pesar, será que eu posso praticar os preços que imaginei ?
Não nos cérebros iluminados dos gestores da Estradas de Portugal, SA, lider dos concessionários, das novas vias ex-Scut ! E, ficam admirados quando alguns mais exaltados, o que condeno, fazem da A-22 campo de batalha.
Mais admirado fico eu, perante a arrogância destes gestores e supervisores governamentais.
Em vez de examinarem as causas, mandam pessoal, depois policia, depois GNR. O que se vai seguir, tanques e misseis ?
Meus senhores não é mandando as forças da ordem, que recuperam os tais milhões dispendidos, que tanto mal já fizeram e vão fazer ao interior do nosso país, nem que os disturbios acabam !
Aqui está como dizia o nosso companheiro João Morgado, as coisas se processam diferentemente no país vizinho.
Por mim, não lhes vou dar dinheiro, enquanto o tarifário não fôr razoávelmente ajustado.
Cumprimentos
Jorge Santos - Cascais