Companheiros:
Presumo que, quando se referem à "AS de Aveiro", estejam a falar de Galitos.
Em finais de Agosto, confrontado com a situação lamentável que ali encontrei num fim de tarde de Sábado, "obriguei", após contacto telefónico, à comparência no local de uma equipa que pude então constatar pertencer à Protecção Civil. Essa equipa não conseguiu lidar com o problema...
Mais tarde, através de contacto telefónico com a vereação do Turismo e Ambiente, fui informado do seguinte: existe no local uma fossa que recolhe todo o tipo de efluentes. Quer isto dizer que as águas cinzentas e as águas negras, independentemente do ponto onde sejam despejadas naquele local, vão todas para a mesma fossa. Essa fossa não está ligada à rede de saneamento público. Tem de ser esvaziada periodicamente com recurso a camiões cisterna da autarquia. Essa periocidade não é, infelizmente, a mais adequada, nem tão pouco compaginável com as invocadas "limitadas capacidades operacionais da autarquia" (!).
Para agravar o problema, toda a instalação de esgotos e restantes efluentes da estação de abastecimento de combustíveis situada mesmo ao lado, sanitários incluídos, desagua na referida fossa estanque!
Está previsto, há muito, a construção de uma ligação dessa fossa à rede pública de saneamento, mas agora coloca-se o problema das enormíssimas dificuldades financeiras da autarquia.
Posteriormente a estas informações, vi nas televisões uma notícia que apontava para Aveiro como uma das 24 autarquias mais falidas do país!
Dito isto só me resta uma infinita desesperança em que o problema seja resolvido em tempo útil, associada a uma inútil consolação por saber que não será totalmente por badalhoquice dos autocaravanistas que se chegou àquela triste situação.
Chamei a atenção de quem de direito para o facto de os autocaravanistas se dirigirem à AS de Galitos com as cassetes químicas e os tanques de sujos completamente cheios, na expectativa de terem por boa uma AS anunciada, e de se verem confrontados apenas no local com uma situação que os encosta literalmente à parede na maioria das vezes.
Da autarquia manifestaram compreensão pelos meus argumentos, mas rebateram sempre com as dificuldades económicas do momento, dizendo que tudo fariam logo que possível para resolver o problema.
E mais não digo...
