Debate sobre Pequenos clubes e Entidades

Zona para discussão de ideias, esclarecimento de dúvidas e apresentação de propostas sobre o autocaravanismo.

Debate sobre Pequenos clubes e Entidades

Mensagempor decarvalho » sexta Oct 29, 2010 12:06 pm

Ora vivam....

Varias foram as consequencias positivas par o Autocaravanismo do I Seminario Nacional do Autocaravanismo, que teve lugar em Maio de 2009 (ano passado...)

Uma delas resultou na criação do ONGA - Observatório Não Governamental para o Autocaravanismo que este ano já teve três reuniões trimestrais.

Na ultima reunião trocaram-se impressões muito positivas sobre a observação que mereceu aos seus membros da situação evolutiva do autocaravanismo em Portugal.

Quem deseje saber mais sobre este tema pode consultar o relato publicado no link:
http://camping-caravanismo-e-autocarava ... -onga.html
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Mensagempor vitorandrade » quarta nov 03, 2010 11:41 am

Vou colocar aqui uma questão que se me coloca muitas vezes.

Como é que um grupo de ACs que tem a sua participação meritória no desenvolvimento do AC recorrendo no essencial a blogs e páginas web se pode assumir como representantes de quem quer que seja sem se sujeitar a qualquer tipo de escrutínio pelos parceiros?

Isto parece-me fazer a casa pelo telhado, mas neste país, exemplos disto, aparecem em muitos lados.

Enfim, todos temos o direito de fazer aquilo que entendemos por bem. O que lamento é a falta de consciência cívica que a nossa sociedade tem para se demitir da participação e se encostar a processos de sebastianismo.
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Mensagempor decarvalho » quarta nov 03, 2010 4:03 pm

Boas tardes,
baos noites
bons dias,
conforme a hora a que lerem este post....

e ora vivam,
Companheiros Vitor Andrade e Paulo, para além de todos os leitores deste forum interessados no tema.

É muito interessante o debate aqui aberto e bem se compreendem algumas duvidas de que se fazem eco, todas elas legitimas e representativas...ou seja por mim, reconheço democraticamente a representatividade em termos democracia participativa a quem, mesmo que seja uma pessoa isolada se venha exprimir com opiniões individuais, mas fundamentadas e exprimindo um pensamento não egoísta mas com alicerces num sentimento e querer social, isto é com um impacte nos interesse colectivos e na sua gestão.

Posto isto:

1) Quanto a representação de um grupo de AC. A legitimidade de um grupo de ACs, repartidos pelo ACP, pelo CAB, pelo MIDAP, pela Federação FCMP, é a mesma que qualquer outro grupo ou clube de ACs, e sa sua representatividade afere-se não apenas em termos quantitativos, mas também em termos qualitativos. Basta evocar que nas cooperativas cada cooperador tem um só voto qualquer que seja o montante de capital que detenha. No caso concreto, CAB, MIDAP, ACP e FCMP subscreveram a mesma Plataforma de Filosofia a ética e Doutrina do Autocaravanismo, subscrita por exemplo pelo Portal CCP, pelo CPA etc. Ou seja, a representatividade das ideais que estes grupos (e não apenas um grupo) defende e assume ser quota parte representativa, esta compaginada coma citada plataforma.

2) O escrutínio esta feito pela assinatura conjunta dessa plataforma e pelo reconhecimento intrínseco entre todos os subscritores, e além disso esta ratificado pelos seus membros respectivos, como aconteceu nas assembleias gerais quer do CAB quer do MIDAP, realizadas separadamente dia 16 de Outubro, como consta das respectivas web pages, e por isso colocados de forma transparente À apreciação de todos os leitores democraticamente num exercício de democracia socialmente responsável e transparente que nem todas as outras organizações cumprem da mesma forma. Portanto não há nenhuma “casa” a ser construída pelo telhado, e as hipótese de alargamento da base social de apoio a uma estrutura de base….foram abertas desde sempre pela possibilidade de ingresso livre no MIDAP (movimento associativo de pessoas autocaravanistas) e no CAB (movimento de pessoas autocaravanistas com blogues e Web sites sobre autocaravanismo). Mas mais, e não me cansarei de repetir, desde o verão de 1998 que este movimento Autocaravanista (graças à hospitalidade deste fórum) se foi estruturando, crescendo, afirmando e ganhando reconhecimento público e conseguiu realizar o I seminário Nacional do Autocaravanismo em Maio, em Cascais, onde a maioria das ideia constantes na plataforma do Movimento Autocaravanista, foi discutida, escrutinada, votada e assumida. Aqui subscrevo o lamento que Vitor Andrade regista: porque é que a sociedade dos Autocaravanistas não tem acorrido em maior numero, e se demita de nesta ocasiões ter efectivamente contribu9ido e participado mais activamente? Essas respostas não me cabe dar, mas decreto que me é licito perguntas quer por mais perguntas , quer por respostas.

3) O ONGA é um Observatório sobre o Autocaravanismo, para o autocaravanismo, e não um enorme umbigo onde os autocaravanistas se revejam num espelho de elogio mútuo. Foi apare sentado, proposto e votada a sua criação no I Seminário Nacional do Autocaravanismo, e a sua composição inicial cooptou o ingresso e convite a AECAMP, que o aceitou, e por isso, porque não há membros mais iguais que outros, com os mesmo direitos e deveres dos demais. Ou seja no caso concreto a s intervenções de todos os membros resultaram no comunicado que regista o consenso das posições assumidas… basta relê-las para ver, que apesar das divergências de objectivos de cada uma das entidades presentes no ONGA, se registaram muitas identidades de ponto de vista sobre assuntos realmente de interesse para o autocaravanismo itinerante. Posta a questão de outro modo: -há alguma entidade, clube ou organização de autocaravanistas que não possa subscrever o comunicado final? Ou de discordar do seu teor? Ou de nele ver uma ameaça as suas necessidades, interesses, expectativas ou direitos? Concretamente o Paulo sente-se ofendido pelo comunicado do ONGA como leader de opinião ou administrador do portal CCP? O que é que causa a apreensão, apenas a participação da AECAMP’ e esta apreensão saiu justificado com o teor das conclusões da reunião do ONGA?

Peço desculpa pelo alongado da minha exposição. Ela deve-se e encontra fundamento parcial 1) na qualidade dos meus interlocutores, 2) no respeito que me merecem os autocaravanistas que constituem a maioria silenciosa, mas interessada neste fórum, o mais lido do seu sector e 3) Na consciência de que este fórum é lido e analisado por uma ampla camada da opinião publica, desde autarcas, a deputados, desde empresas privadas, a associações e clubes, desde autoridades policiais a empresas comercias do sector do autocaravanismo, incluindo, naturalmente proprietários e parques de campismo, de restaurantes e outras estruturas turísticas. Ou seja. Nós enquanto autocaravanistas não estamos sós, estamos num meio social, com direitos e com deveres, e isso constitui o estatuto de cidadania responsável. A nossa participação será tanto mais aceite, compreendida e apoiada por não autocaravanistas, e pelas autoridades em geral se nos dermos a esse respeito. Pelo nosso comportamento, pelas nossas intervenções publicas, pelas nossas contribuições em geral para o bem estar social e desenvolvimento da sociedade.

Faço votos que assim bem me entendam! Bem Hajam.
Decarvalho

PS:

Para meditação acrescida, consta da base de dados de áreas para AC do fórum Campingcar Portugal (hoje comum ao CPA) o seguinte:_
- 49 áreas de serviço para AC
- 91 áreas de estacionamento para AC
- 38 áreas de serviço em Campings
- 5 áreas de AC em auto-estradas
- 9 aderentes ao Portugal tradicional
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Mensagempor vitorandrade » quinta nov 04, 2010 11:40 pm

Meu caro companheiro Decarvalho

Reconheço e admiro a sua grande capacidade de retórica e de argumentação mas isso não é suficiente para me convencer que o processo de desenvolvimento do que quer que seja passe por aí.
O meu pensamento sobre o assunto está bem explícito no tópico http://www.campingcarportugal.com/forum/viewtopic.php?t=3997 anterior a esta questão.
E se alguma coisa, na sociedade portuguesa, está como está não é por falta de oferta de soluções mas pela constante subserviência a essa mesma oferta.
A sociedade controla-se de cima mas não se muda de lá. Por isso gostava muito de o ver entre os seus pares ACs e aí, entre iguais, participar nos processos.
De qualquer forma, talvez um dia nos possamos encontrar por aí e tenha a oportunidade de me convencer de que estou errado, até porque sou uma pessoa sempre na predisposição de aprender.
Um abraço
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Mensagempor decarvalho » sexta nov 05, 2010 9:08 am

Viva Vitor

Grato pelo seu post.
O que esta certo ou errado em processos sociais e de participaçao politica só se pode avaliar no fim da Historia.

Por isso nem me atrevo a considerar que ha processos certos ou errados, e no caso, nunca disse (e muito menos pensei) que está errado o processo que desenvolve com mérito, a nivel das populações rurais e do programa Portugal Tradicioanl ( em que como muito bem sabe ja colaborei para inclusão de mais um elemento nessa oferta).

A questão não é essa. A questão está sim, em desenvolver caminhos diversos e heterogeneos, mas convergentes no horizonte que visem integrar varias formas de participaçao consequentes, para uma subida de grau na consistencia de um processo de Desenvolvimento Economico Social auto-sustentado. E aqui há uns que são mais homens de terreno,outros mais homens de palavra, outros mais homens de gabinete, e todos iguais, todos diferentes.

Aqui, neste caminhos hà que distinguir dois meios democraticos distintos, que não se excluem, e se completam:o da Democracia participativa e o da Democracia representativa.

Ora, no caso do Autocaravanismo (de bem menor impacte que toda a questão Economica social do Desenvolvimento) aqueles dois caminhos têm sido percorridos, como resulta claramente da intervenção da Subcomissão Parlamentar e da iniciatiava legislativa de deputados, exemplo impar da democracia representativa, e como resulta muito claramente do movimento participativo de base, de autocaravanistas comuns e normais que se foram associando no MIDAP, no CAB, que se encontraram no I seminario Nacional de Autocaravanismo , e que integram por esta via participativa uma estrtura da sociedade civil que é o ONGA, etc. etc.

Apenas discordo de três coisas:

1) que se desvalorizem estas iniciativas participativas com a sua qualificaçao de retóricas, não representativas, minoritarias, quiçá elitistas, ou outras,

2) Que todos nós (poucos) autocaravanistas interessados pelos problemas e de estruturaçao e institucionalização deste sector, não reforcemos o que ja existe, já tem densidade de pensamento e acção, e já cataliza e potencia uma dinâmica de inserção e aceitação social visivel. Ou seja e muito concretamente, eu bem gostaria que o blog relativo ao Portugal Tradicional aderisse ao CAB, e que se oferecesse para participar daqui a uns tres anos na organização de um II seminario Nacional do Autocaravanismo? ou já em 5 de Fevereiro de 2011 no Dia do Autocaravanismo na FIL? Estaria decerto (benvindo) entre iguais... e por evidente pensamento estariam também benvindos o Paulo e demais administradores deste portal, o CPA, e todos os outros 11 aderentes à plataforma de Filosofia, Doutrina e Ética do Autocaravanismo, e ainda quem mais aparecer...

3) Que haja ainda quem, pretensamente dito autocaravanista itinerante, continua a esfaquear uma atitude responsavel de participação e de intervenção publica de inumeros autocaravanistas, que por exemplo aqui neste forum verberam e bem atitudes anti éticas do uso e abuso da autocaravana, só porque nas suas mentalidades anti-sociais, consideram que ja pagaram muitos impostos na compra do veiculo, que este é um veiculo como outro qualquer, que podem despejar quaisquer efluentes em qualquer lado e de qualquer maneira, de estacionar e pernoitar até em cima das pontes, e que todo o mundo não passa do seu (deles ) quintal privado, para exibirem animas, sardinhadas e festas de fogarerto, estendal de roupas etc...ou seja, que podem fazer o querem, a qualquer hora, em qualquer local e de qualquer maneira com a sua autocaravana, e que todos os demais atraiçoam a causa da "liberdade"

"et voilá",
triplo abraço
Decarvalho, simplesmente.
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Mensagempor Mario » sexta nov 05, 2010 11:32 am

Olá

Perante as mensagens anteriores permito-me comentar o seguinte:

O Victor já nos habituou a uma intervenção sistemática no sentido da sensibilização das instituições que poderão favorecer a prática do autocaravanismo, pela inclusão em acções de cariz mais abrangente em que o autocaravanismo se faça notar não pelo numero de praticantes ou área ocupada pelos respectivos veículos mas por acções concretas, das quais resulta uma imagem de compromisso do autocaravanista perante os praticantes da modalidade e a sociedade.

A acção do Decarvalho assenta fundamentalmente na criação e gravitação de uma serie de entidades que pretendem dar uma imagem de dinamismo, mas que efectivamente são redundantes, provavelmente na tentativa de reunir sensibilidades institucionais, um pouco á imagem do que se passa no país, com os resultados cujo comentário aqui não cabe.

São duas formas distintas de intervenção, á qual deve estar apenas subjacente a defesa do autocaravanismo, é sobre isso que se escreve.

Esclareço desde já, tendo em conta todas as sensibilidades que este comentário apenas tem como objectivo participar , sem qualquer tipo de compromisso, garantia do respeito pelas intervenções anteriores, a tarefa de dar a conhecer as virtudes ou a supremacia de um projecto em relação ao outro esbarram inconsequentemente no imobilismo que caracteriza a “portugalidade” ,independentemente dos argumentos.

Acredito que o estádio de desenvolvimento do autocaravanismo por outras paragens partiu da vontade de Alguns, os caminhos que escolheram não são do meu conhecimento, mas porque nada neste mundo é de graça, certamente que os interesses comerciais e industriais terão desempenharam um papel fundamental.

Aplaudo o interesse (no bom sentido do termo)!

Aplaudo o inconformismo!
Aquele Abraço

Mário
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Mensagempor decarvalho » sábado nov 06, 2010 6:07 am

Meu caro Vitor,

La nos vamos vendo virtualmente mesmo não estando fisicamente presentes, sempre onde gostarimos de estar... mas os mundos paralelos servem para isso mesmo...

(espero não estar a ser redundante)

com um abraço aqui vai um link que espero seja do agrado de todos que o virem!

http://camping-caravanismo-e-autocarava ... ocina.html
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Mensagempor joaquim » sábado nov 06, 2010 2:32 pm

Esta é a minha modesta opinião sobre este assunto:
Estamos tão pouco habituados a que "alguém" se disponha desinteressadamente a defender os nossos interesses e não os próprios que, quando surgem esses "messias" ficamos de sobreaviso...(foi isto que os politicos nos ensinaram...)É preciso muita entrega, altruismo e vontade de ajudar para fazer este trabalho de carolíce...Atenção, quando alguém se junta para defender os interesses dos outros daí vai sair "canelada" pela certa...É preciso estarmos atentos a estas "movimentações"...O Paulo pôs o dedo na "ferida" sobre a velha questão de nos quererem "acantonar" nos parques de campismo, ponto fundamental para todos os Autocaravanistas...
cumptos!
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Mensagempor josegon_calves » sábado nov 06, 2010 3:43 pm

Boa tarde Companheiros e Companheiras,

Tenho acompanhado, à "distância", movimentações, apropriações e outras coisas tais.

Porque entendo não ser da minha competência não interpelei.

E como continuo a entender que apenas os Legais representantes, do que quer que seja, têm o Poder Representativo junto de quem de direito, Federações incluidas, Governos, incluidos, tudo o que represente a Sociedade Legalmente e Democraticamente instituida, dizia eu, continuo a acreditar que apenas o Associativismo de TODOS os autocaravanistas nos Clubes Legalmente Instituidos poderão fazer chegar a bom porto o que quer que seja!

Tudo o resto, são "fogos de inverno", eu diria de Artifício, que a nenhures nos conduz!

E não avanço mais nesta minha leitura porque entendo que o seu a seu dono!

O "Dia do Autocaravanista" é da exclusiva competência da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal, única Federação com poder representativo na área do Autocaravanismo em Portugal. Por exemplo!

Mas continuem a surgir iniciativas, que poderá eventualmente servir alguma coisa a alguém, mas não ao Autocaravanismo, enquanto Causa devidamente representada pelos Legais Clubes existentes!

Esta é a minha leitura, muito pessoal, do que penso sobre estas iniciativas inócuas, creio eu!

Lamento pensar assim!

Mas sou assim!

Um abraço,
Até sempre,
José Gonçalves
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Mensagempor decarvalho » domingo nov 07, 2010 9:48 am

Ora vivam...

Para pedagogia do autocaravanismo e da democracia sugere-se a leitura de alguns direitos e deveres constitucionais ( que aliás nao passam de cultura cívica geral).

- artº 1º - dignidade da pessoa humana
- artº 2º democracia participativa
- artº 13º igualdade direitos de todos os cidadãos
- artº 23º direito de queixa individual dos cidadãos ao Provedor de Justiça
- artº 26 nº1 respeito pelos direitos individuais
- artº 26 nº 3º respeito pela dignidade pessoal e bom nome
- artº 37º liberdade de expressão individual
- artº 38º liberdade de imprensa e comunicação
- artº 41º liberdade de consciência
- artº 45º liberdade de reuniãp
- artº 46º liberdade de associação
- artº 48º liberdade individual de paraticipaçao na vida pública
- artº 52º liberdade individual de petição e acção popular
- artº 109º liberdade e direito a participaçao politica individual

A Constituição não restringe (obviamente) o exercicio destes direitos à pertença a quaiquer associações, ou clubes legais etc (nem sei o que isso é) e muito menos restringe estes direitos a qualquer prévia censura de nenhum guardião , ou autorização, certificado de conformidade com pensamentos legais, oficiais, ou muito menos da unicidade de uma qualquer união de todos os autocaravanistas sob a mesma associção!

Claro que a Constituição não proibe o direito ao disparate, e á insinuação maldosa, nem aos preconceitos. O direito à asneira é livre e plural!

Apenas acrescento, que quanto ao Dia do Autocaravanista do dia 5 de Fevereiro, que esta ideia foi apresentada em reuniao trimestral do ONGA ( a II) e que na reunião seguinte (a III) a FCMP anunciou já estar formalizado o acordo com a FIL para aquela realizaçao no âmbito da Nauticampo (que vai ser retomada em 2011, e de que aqui demos noticia em primeira mão).

Na ocasiao, II reunião do ONGA, a FCMP convidou todos os membros da reunião - AECAMP- ACP- CAB - MIDAP e também a PRP (ausente na altura) a associarem-se à organização e participação nesse evento, como decerto a FCMP e a FIL não deixarão de convidar muitas mais personalidades , entidades, autoridades, e associçaões ou clubes a juntarem-se a esta iniciativa.

Claro que ninguém defenderá o sequestro de autocaravanistas aonde quer que seja, e do mesmo modo se espera que ninguem defenda que as autocaravanas possam estacionar em qualquer lado, a todo o tempo, de qualquer maneira e por toda a vida, gratuitamente, sem respeito pelo ambiente, leis do País e comportamentos de acordo com as regras de ética, filosfia e doutrina do sector.

De facto os mais letrados e informados, entre os leitores do forum, já se aprceberam que os movimentos sociais seguem a regra do pêndulo...se este é puxado para um lado (liberdades totais absolutas e egoistas) logo balança para o lado oposto (restrições excessivas e proibições)...o que se aplica exactamente do mesmo modo ao autocaravanismo. Dai a importância dos que se situam numa linha de trabalho pró activa e construtiva, na conciliação das posições extremas. E porque o fazem, com espirito de missão, enquanto outros de acantonam nas posiçãoes extremas ou permanecem de tocaia no anonimato, na indiferença e no distanciamento, ou apenas na picardia e na provocação?

Pura e simplesmente porque ha quem tenha consciência da sua quota parte de responsabilidade civica e social, o que aconteceu sempre em toda a História.

Se não fossem estas atitudes (de fraternidade altruística e filantrópica) hoje não seriamos portugueses...nem Afonso Henriques e os seus se teriam rebelado contra o Estado legal da altura, nem D. João I e Nuno Alvares Pereira se teriam revoltado (ilegalmente?) contra sua irmã, mulher do Rei de Espanha e Rainha de Portugal, nem em 1640 outros tantos portuguese não teriam afrontado Filipe II de Espanha legitimo detentor da Coroa portuguesa, e finalmente, a 25 de Abril de 1974 , também por respeito pelo Estado e pela Lei em vigor, ninguém teria desencadeado o Movimento, que após as vicissitudes registadas permitiu a Constituição que hoje temos.

E fica dito.
Com votos de quem escreve em público, saiba que está a ser lido publicamente
Decarvalho
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Mensagempor Henrique Fernandes » domingo nov 07, 2010 11:40 am

Companheiros:
Ultrapassando a discussão (legítima e interessante) sobre a melhor forma ou sobre as várias formas de representar e de defender os interesses dos autocaravanistas, permitam-me apenas que recorde o seguinte:
O Sr. Manuel Dias veiculou em tempos, através de órgãos da imprensa escrita, uma determinada posição sobre a sua ideia de relação entre autocaravanismo e parques de campismo.
Nunca assisti a nenhum desmentido público acerca dessas declarações...
Por outro lado, como muitos bem sabem e é facilmente constatável noutro tópico deste fórum, dirigi-lhe em consequência uma carta com críticas muito duras a essa sua posição pública, convidando-o a sustentar as suas declarações ou a mudar de rumo. Nunca recebi resposta a essa carta. Isto, somado à ausência de declarações públicas que contrariem de forma esclarecedora as suas posições publicadas no jornal do Barlavento (?), só me leva a desconfiar da participação desse senhor em qualquer processo que vise a defesa do autocaravanismo.
Posso até estar enganado (e gostaria de estar...), mas a verdade é que o Sr. Manuel Dias não tomou até ao momento (que eu saiba) qualquer gesto que me convença a mudar de opinião.
Para mim e para o CGA - Clube Gardingo de Autocaravanas, esse senhor é, até prova em contrário, persona não grata no autocaravanismo. Mal estaremos se precisarmos, para resolver os nossos problemas, de "dialogar" com pessoas que defenderam publicamente a obrigatoriedade de as ACs recolherem aos parques de campismo durante a noite, e que ainda não desmentiram ou renunciaram de forma clara a essa ideologia "obrigacionista"!
Tenho dito.
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Mensagempor josegon_calves » domingo nov 07, 2010 12:18 pm

Bom dia Companheiro Henriques Fernandes,

Aplaudo a sua postura e informo o Companheiro que não receberá respostas de quem quer que seja, simplesmente, porque muitos apenas buscam o protagonismo no Autocaravanismo a qualquer custo.

Muitos, inclusivé, lutam desesperadamente por Leis e Regulamentos que na prática nos limitarão as movimentações e nos acantonarão em locais pré-determinados ou em Parques de Campismo!

Muitos, se apropriam de gestos e iniciativas que visam dignificar o Autocaravanismo tornando desta feita, tais gestos e iniciativas, algo de menor e de importântia irrelevante.

Assiste-se cada vez mais no Autocaravanismo em Portugal a uma Autêntica Feira de Vaidades onde cada vez mais se luta para ganhar protagonismo e não para dar protagonismo ao Autocaravanismo!

Luta-se, cada vez mais, e cada vez com maior insistência, ao elevar do "EU" em detrimento do Colectivo e do Associativismo!

À boa maneira portuguesa, continuamos na era do Sebastianismo em que esperamos ver surgir da bruma um qualquer ilustre salvador da pátria, não importa qual o seu percurso ou mesmo os seus reais objectivos!!!

Já não bastavam os poucos automobilistas que a bordo de uma Autocaravana consporcavam a imagem do Autocaravanismo, imagem essa que nos tem causado sérios e graves problemas, que os Clubes e Federação estão a lutar contra tudo e contra todos para inverter, para surgir agora o paradigma do EU!

Não é este o meu Caminho!

Não será nunca esse o meu Caminho!!

E não dou o meu voto de confiança a movimentações que não têm a representação Legal e Institucional nos termos Democraticamente exigíveis num Estado de Direito!

Lamento, mas a minha Via não é essa e não dou o meu voto de confiança a esse tipo iniciativas pessoais!

O seu a seu dono!

Se querem melhorar, ou mudar o que quer que seja, que seja segundo as regras e as normas que democraticamente existem, que se associem em Estruturas que os representem e aí, e só aí, façam ouvir as suas vozes!

Duas ou três dezenas de "Autocaravanistas" não têm o direito de representar nem de impôr a todos os restantes as suas vontades e muito menos os seus caprichos!

E dou por terminada a minha intervenção nesta matéria, porque não é lavando a roupa suja na praça pública que iremos a algum lugar!

Quem não estiver bem, por favor, ASSOCIE-SE!

Um abraço,
Até sempre,
José Gonçalves
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Mensagempor alexandrechora » domingo nov 07, 2010 12:49 pm

Boas Companheiros
´
Antes de mais, fui educado a honrar a palavra, a valorizar a iniciativa e a respeitar o próximo. Hoje tenho sempre presente ainda outros sofismas, que nos ajudam a viver em sociedade.

E esta é a base da minha opinião, como em tudo na vida, quando deixamos de conduzir (autodeterminação) para sermos conduzidos (manipulados), a impotência instala-se e a revolta cresce. A não ser que tenhamos o direito de opção, ou seja, segundo a minha concepção, respeitar a opinião de quem quiser pernoitar em campings, como da mesma forma respeitar, os companheiros que quiserem pernoitar fora deles. É fundamental e de outra forma não é aceitavel... Apesar de não existir qualquer extremismo nas minhas palavras, bem pelo contrário.


A garantia de bom senso, civismo, e respeito do meio ambiente, não está de forma alguma para os companheiros defensores da pernoita em campings, por vezes bem pelo contrário. E dou como exemplo o meu caso pessoal.
Desde os meus 7 anos que conheço a dinamica dos campings, tanto em tenda como em caravana, também conheço a dinamica dos hoteis.
De todas as expriências que tive sinto-me um priviligiado de poder formar a minha própria opinião, baseado-me nas as minhas vivências, sem recorrer a outros referenciais.
Eu tento sem resalvas preservar e respeitar o meio ambiente, é este que justifica em grande parte a minha paixão pelo autocaravanismo. Não posso esquecer que a minha AC é um instrumento para poder contactar com a natureza. E é este objectivo que justifica o meio para o alcançar, portanto autocaravana em camping, apenas como opção, imposto não...

E assim cheguei ao autocaravanismo, que representa liberdade com responsabilidade e bom senso.

Se por ventura estão a planear limitar esta minha liberdade, bom meus senhores, então neste caso efectivamente, não defendem os meus interesses, pelo que não me representam em nada.

Se estiverem a defender o direito de opção, aí sim sinto que estou a ser representado, mas infelizmente quanto mais leio sobre este assunto, mais sinto que apenas somos marionetas, e os lobbies anonimos, começam a monopolizar e a instalarem-se, condicionando a nossa autodeterminação que tanto valorizo e em parte encontrei o que encontrei no autocaravanismo, companheiros não lhe retirem o protagonismo e a magia.
Apostem na formação dos autocaravanistas, isso sim, para evitar os maus exemplos e as más atitudes, mas por favor não se deixem iludir ou manipular...

e mais não digo.

Alexandre Chora (é o meu nome próprio)
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Mensagempor Mcas » domingo nov 07, 2010 5:21 pm

Esta meia-polémica faz-me lembrar aquela frase, que já vi atribuída a diversos autores, relativa ao povo que habitaria esta parte da Hispânia romana. Em linhas gerais dizia-se que este povo nem se governa nem se deixa governar. Quer isto dizer que não vai a lado nenhum. E, de facto a História tem-no provado: tirando um período curto de alguma glória, o resto tem sido uma “apagada e vil tristeza”.
Ora o que se passa à escala de um povo, pode passar-se à medida de um grupo de indivíduos que tem uma paixão comum: o autocaravanismo como forma de turismo itinerante. Todos queremos o reconhecimento deste estatuto adicionado a outras particularidades como as estruturas de apoio e a liberdade de movimentos e paragens. Uns reclamarão a sua condição de cumpridores escrupulosos das normas de civilidade enquanto elemento enquadrados numa sociedade que é normativa, e outros a insubmissão a qualquer norma em nome de uma liberdade apenas limitada às suas regras: o meu limite sou eu.
Neste assunto que ora se discute, parece-me haver duas ou três posições que no fundo são reflexo do que digo no primeiro parágrafo: assim, nem nos “governamos” nem nos deixamos “governar”. O “assim” quer dizer cada um encerrado na torre da sua opinião, desconfiados das opiniões e acções dos outros que, isolados ou em pequenos grupos, vão tentando “governar” o autocaravanismo português. E governar, aqui, não vai mais além do que alcançar o tal reconhecimento que todos desejam mas que poucos querem ajudar a concretizar.
Do que tenho visto - não participado e nisso me penalizo, embora o meu exemplo como AC seja o meu melhor contributo- as acções têm sido meritórias em todos os campos: sobre a política geral, sobre a política autárquica, sobre o associativismo e até nas acções individuais. Há portanto um campo enorme de actuação e uma vontade de ir um pouco mais longe. O meio como o alcançar, neste caso, é-me pouco importante, uma vez que acredito na boa-fé das pessoas: pode ser por iniciativa individual, por blogues, por associações, por associações não-governamentais, associados a outras entidades, com contactos com “o inimigo” (uma boa maneira de saber o que “ele” pensa), no mundo real ou na blogosfera, o que é preciso é agir. Seria melhor a uma só voz mas, se for a várias vozes e o que caminho vá dar Roma, como diz o rifão…nada contra.
Só não aprecio os bota-abaixo. A esses costumo exigir soluções ou que se calem…para sempre e que sigam o seu caminho.
Um abraço a todos os que pugnam pelo tal reconhecimento do AC.
"Não importa onde te leva a viagem mas sim o que ela faz de ti." Gonçalo Cadilhe
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Mensagempor alexandrechora » domingo nov 07, 2010 7:33 pm

Boas a todos os companheiros, sejam eles quem forem....

Faço sempre questão, de iniciar os meus posts com uma saudação, a todos aqueles que têm uma opinião similiar á minha, ou não. Principio base da boa convivência, respeitar e ser respeitado...

Dedico estas linhas, sem procurar qualquer protagonismo, a todos aqueles que tal como eu, procuram partilhar informação, transmitir conhecimento e partilhar experiências, e ponto final.

Para emitir uma opinião, num forum é preciso estar associado e pagar quotas?
O que é um "bota-abaixo", é alguém que não tem a mesma opinião que eu?
Em que ano civil estamos 2010?, concerteza que é antes de 1974!!!, porque quem não partilha a mesma opinião, deve permanecer calado!!!

O que quer dizer "todos diferentes todos iguais"?

Companheiros, vamos lá refletir, o que quero para mim, naturalmente também quero para os outros, mas será que eles querem o que eu quero, e se eles não quiserem, mando-os calar para sempre...

Mais uma vez, a liberdade de escolha, é um direito consagrado, mas a responsabilidade é uma obrigatoriedade....

Cumprimentos a todos os amantes do autocaravanismo, mesmo aqueles que não partilhem a mesma opinião...

Alexandre
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