Viagem à Croácia - aperitivo

Assuntos gerais relacionados com autocaravanismo.

Viagem à Croácia - aperitivo

Mensagempor Mcas » terça Oct 28, 2008 12:35 am

Companheiros:

Estou quase a acabar o relato da viagem à Croácia deste ano. Deixo-vos um aperitivo.
Aguardo também instruções do CCP para o melhor meio de enviar o texto final: PDF, DOC?
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[b]9º Dia
Camping Excelsior (Strobeč) Split - Camping Male Čiste (Živogošće) – (Riviera Makarska) 80Km
2 de Agosto, Sábado, 14h
Combustível: 0€
Portagens: 0€
Chegada: 16h 30 min[/b]

Dia de visitar Split, não toda a cidade, que diziam ser desinteressante no arredores e parte nova, mas apenas a parte histórica, essa sim muito interessante.
Saímos cedo, 8h, depois do pequeno-almoço.
Como na Croácia há sempre o problema do estacionamento optámos por deixar a AV no camping e ir de autocarro, depois de comprar os bilhetes na recepção. A paragem fica na Magistrala Jadranksa pelo que dado o volume de tráfego há uma passagem subterrânea que liga Strobec à paragem. O autocarro ia a abarrotar e nós cometemos o erro de introduzir o bilhete a fundo no obliterador. Resultado, ele não devolve o bilhete…e estávamos avisados para o não fazer. Conclusão: o “pica” (revisor) aparece, pede o bilhete e nós só tínhamos um. Felizmente uma senhora croata, que viu a cena e nos disse “Ne!, Ne!”, mas o mal já estava feito, deve ter-lhe jurado que nós tínhamos bilhete e contado a “estória”. Os bilhetes são por zonas. Um caso bicudo deu-se com sete mochileiros, muito simpáticos, que tinha bilhetes Z1 quando deviam ter Z2. Argumentaram com um engano do quiosque onde os compraram e até Split reclamaram, reclamaram e conseguiram não pagar o excesso. Eram canadianos e australianos e o revisor, que a princípio só falava croata, no fim falava inglês perfeito…malandro. Fomos revisados três vezes em 6km, sem mais problemas. Mas atenção…há revisores e fiscais por todo o lado…e não perdoam.
Split estava com um trânsito caótico e vimos algumas ACs na cidade completamente perdidas e às voltas…
Saímos do autocarro e entrámos imediatamente no Palácio de Adriano, pelas caves, (por cima é o Portão de Ouro) hoje transformadas em local de venda de recuerdos e um mini-museu. Porque era Sábado, a cidade estava inundada de “camones” e pessoal dos cruzeiros pelo que até a circulação de peões era sufocante. Parecia a saída de um estádio depois de um SLB-FCP!! Impossível tirar fotos decentes, impossível ver a coisas com calma, impossível tomar um café…enfim…é a Croácia em Agosto!
Praticamente, o nosso circuito circunscreveu-se ao perímetro das muralhas e do palácio de Adriano, como nos tinha sido recomendado. Para além de termos percorrido as quatro portas da muralha (Ouro, Ferro, Prata e Bronze) visitámos a catedral de S. Dómnio, o Peristilo , o antigo templo de Júpiter, hoje Baptistério de S. João, a Praça do Povo e o edifício da Câmara Municipal. Tudo espectacular, bem conservado, cheio de gente…e tudo a pagar!!
Tal como nas outras cidades, prevalecem as ruas estreitas, o chão de pedra calcária tão polida que o reflexo quase cega, e sucedem-se as gelatarias (excelentes e baratas -10k, 1.3€, duas bolas), as esplanadas, toda a parafernália comercial que se possa imaginar…
Depois de 4 horas a calcorrear o centro histórico, saímos pela Porta de Prata e fomos para o mercado de frescos. Aviso que tenho uma predilecção por mercados porque acho que é neles que se encontra a alma dos povos: o que são, como são… e este não me desiludiu. Reparei que havia poucos importados, com excepções, claro, mas sobretudo produtos da região. Parecia um mercado português, com as tiMarias e os TiManéis, mais as galinhas, os coelhos, as couves, os repolhos, os pimentos, as melancias (as melhores que comi até hoje…juro!, vendidas às metades, tal o tamanho, com abelhas e tudo…), os melões, as ervas secas, os queijos, os presuntos da Dalmácia, azeite (caríssimo), bom…um caos de prodigiosa abundância. Graças a Deus! -E pensar que há treze anos atrás se morria com um tiro de um “sniper”, por um punhado de ervas para uma sopa. A espécie humana é definitivamente louca-…
Apanhado o autocarro de volta ao camping, pagámos e metemo-nos de novo à estrada rezando para que não apanhássemos um daqueles “atascos”, como dizem os espanhóis. De notar que a hora de saída dos campings depende…do camping. Assim, tanto pode ser até as 10h, como às 12h, como às 16h, como às 18h…perguntar sempre!!
Eram 14 horas e, tal dito, tal feito. O trânsito para sul era lento. Para atravessar a cidade de Omis foram cerca de 45minuto. Valeu quase no fim da cidade a presença dos “anjos de branco” que são nada mais que jovens vestidos de branco, tipo farda de marinheiro, que regulam o trânsito nos pontos mais difíceis. Entrando finalmente na Riviera Makarska, ainda presenciámos mais um engarrafamento monstro (mais ou menos 6km de fila) para entrar no troço da auto-estrada para Norte. Era dia de mudança de turno, e muita gente regressava a casa para toda a Europa. Felizmente, íamos em sentido contrário, a rolar e não à torreira de um sol impiedoso. A estrada, recortada na falésia oferecia-lhes uma paisagem soberba, um mar turquesa, o recorte das ilhas (que são mais de mil), mas aquele sol devia estar a derreter muita gente e muitos ares condicionados. O termómetro da AV mostrava +37…e eu acredito. Na fila, as ACs eram também às dezenas.
Um pouco inesperadamente, eis-nos à entrada Camp Male Čiste (http://www.maleciste.com), de que levávamos referência num site espanhol, pela simpatia do acolhimento, a localização, o preço e o sossego.
O camping é tudo isso, felizmente. O pessoal é muito simpático, prestável e cordial. O Šemi, a Emília e a Diana, três jovens croatas que fazem tudo para que a estada dos clientes seja a melhor possível, são que “governa” o camping. Deles trazemos as melhores recordações.
Ajudados pelo pessoal no parqueamento entre os pinheiros, instalámo-nos a 3m da água, sobrelevados numa pequena reentrância com acesso directo à água e entre uma vizinhança simpática: bósnios à esquerda, checos à direita. Feitas as formalidades, ainda tomámos uns banhos de mar em águas mornas, límpidas.
Reparámos que ninguém fechava nada, tudo aberto e relaxado e assim preparámo-nos também à vontade para um descanso merecido. Instalámos as nossas cadeira e passámos largo tempo a observar a água, a noite que caía, a silhueta das ilha de Hvar, Korčula e Brač, a lua que subia e iluminava o mar tranquilo como um alguidar de azeite. A noite estava quente pelo que tivemos tudo aberto até tarde, aproveitando para ver um pouco de TV. O termómetro marcava +27, a 3m da água, quando adormecemos de ventanas abertas e o turbovent a debitar alguma circulação de ar. Noite tranquilíssima, sem ruídos, apenas o chape da água na praia de cascalho. Ah! Quem fez o descanso merecia um beijinho no…



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Mensagempor Mario » terça Oct 28, 2008 8:01 am

Viva Mcas

Servido o aperitivo,aguardo o prato principal com água na boca.
Aquele Abraço

Mário
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