Bons dias,
A questão levantada por Vitor Andrade tem tido fracos ecos neste forum e no do CPA, onde se reservam hoje as intervenções às dos socios.
Tem razão de ser, mas muito menos hoje do que até 2008.
De facto a partir daquela data (e não vale a ppena rememorar tudo quanto está neste forum), o autocaravanismo passou a dar passos largos em que:
1) aumentou-se a consciência dos autocaravanistas para o autocaravanismo, como segmento de actividade de natureza turistica.
2) Em consequencia foi dado palco ao protagonismo institucional do conceito autocaravanismo (em detrimento de personalismos) e assim, verificou-se a primeira audição parlamentar do tema na AR, e posteriormente mesmo, a apresentaçaõ de um projecto de lei por deputados.
3) multiplicaram-se as manifestaçãoes publicas sobre o autocaravanismo, inclusive pela criação de novos meios de comunicaçao social geridos por autocaravanistas (blogs) que se acham reunidos no CAB (
www.cab-circulo.blogspot.com) onde se acham presentes 22 web sites. E mais ainda poderiam ai ter assento se optassem pela valorização da expressão do Movimento Autocaravanista.
4) externalizou-se (embora não goste do vocábulo) o autocaravanismo, para além dos seus particantes directos: por exemplo: Várias CM aderiram à construção de areaa para AC; O ACP criou uma seccção de AC, apoiou a criação do ONGA -Observatorio Não Governamental para o Autocaravanismo e vai realizar o seu I encontro de autocaravanistas agora a partir de 7 de Outubro. Ou seja, o autocaravanismo passou a ter um tratamento
holistico ou seja, plural e integrado: pelos autocaravanistas, pelas CM, pelos clubes e pelas associações, pela comunicação social, por departamentos publicos, pelo Provedor de Justiça etc. etc. etc.
5) Entretanto, a nivel europeu e com a participação de Portugal (MIDAP e CAB) vai realizar-se em 2 de Outubro 2010, em Alenquer, uma mesa redonda franco-ibérica, com o apoio da Newsletter Autocaravanismo, para avaliação do que poderia /deveria ser uma politica europeia para o sector. As conclusões ou consensos que se obtenham serão levados naturalmente, a conhecimento do ONGA- Observatório Não Governamental para o Autocaravanismo.
Para o progresso e evoluir desta situação, o que é necessario é o maior envolvimento de quem é capaz de uma intervenção altruista, funcional, publica e integrada, com outros interlocutores, numa frente ampla, estruturada e pró-activa, como a que se ofereceu desde a criação do MIDAP, e com a realização do I Encontro Nacional de Autocaravanismo, e logo com o apoio oficial do Turismo de Portugal e da CM de Cascais.
Houve porém quem se tenha alheado, quem mesmo tenha contrariado, quem mesmo se tenha arrepiado e refugiado em quatro paredes, para não se expor ao risco de um dialogo construtivo, e foi pena.
Ou seja, hoje há que prosseguir e participar na afirmação do autocaravanismo, até de forma anónima, há que criar uma
visão de ESTADO, e não apenas reunir comentarios e contributos avulsos sobre o estado a que "isto" chegou. Pois a Historia nos julgará.
E boas voltas e reviravolats.
De neurónios também!
Decarvalho, simplesmente.