por decarvalho » quarta nov 03, 2010 4:03 pm
Boas tardes,
baos noites
bons dias,
conforme a hora a que lerem este post....
e ora vivam,
Companheiros Vitor Andrade e Paulo, para além de todos os leitores deste forum interessados no tema.
É muito interessante o debate aqui aberto e bem se compreendem algumas duvidas de que se fazem eco, todas elas legitimas e representativas...ou seja por mim, reconheço democraticamente a representatividade em termos democracia participativa a quem, mesmo que seja uma pessoa isolada se venha exprimir com opiniões individuais, mas fundamentadas e exprimindo um pensamento não egoísta mas com alicerces num sentimento e querer social, isto é com um impacte nos interesse colectivos e na sua gestão.
Posto isto:
1) Quanto a representação de um grupo de AC. A legitimidade de um grupo de ACs, repartidos pelo ACP, pelo CAB, pelo MIDAP, pela Federação FCMP, é a mesma que qualquer outro grupo ou clube de ACs, e sa sua representatividade afere-se não apenas em termos quantitativos, mas também em termos qualitativos. Basta evocar que nas cooperativas cada cooperador tem um só voto qualquer que seja o montante de capital que detenha. No caso concreto, CAB, MIDAP, ACP e FCMP subscreveram a mesma Plataforma de Filosofia a ética e Doutrina do Autocaravanismo, subscrita por exemplo pelo Portal CCP, pelo CPA etc. Ou seja, a representatividade das ideais que estes grupos (e não apenas um grupo) defende e assume ser quota parte representativa, esta compaginada coma citada plataforma.
2) O escrutínio esta feito pela assinatura conjunta dessa plataforma e pelo reconhecimento intrínseco entre todos os subscritores, e além disso esta ratificado pelos seus membros respectivos, como aconteceu nas assembleias gerais quer do CAB quer do MIDAP, realizadas separadamente dia 16 de Outubro, como consta das respectivas web pages, e por isso colocados de forma transparente À apreciação de todos os leitores democraticamente num exercício de democracia socialmente responsável e transparente que nem todas as outras organizações cumprem da mesma forma. Portanto não há nenhuma “casa” a ser construída pelo telhado, e as hipótese de alargamento da base social de apoio a uma estrutura de base….foram abertas desde sempre pela possibilidade de ingresso livre no MIDAP (movimento associativo de pessoas autocaravanistas) e no CAB (movimento de pessoas autocaravanistas com blogues e Web sites sobre autocaravanismo). Mas mais, e não me cansarei de repetir, desde o verão de 1998 que este movimento Autocaravanista (graças à hospitalidade deste fórum) se foi estruturando, crescendo, afirmando e ganhando reconhecimento público e conseguiu realizar o I seminário Nacional do Autocaravanismo em Maio, em Cascais, onde a maioria das ideia constantes na plataforma do Movimento Autocaravanista, foi discutida, escrutinada, votada e assumida. Aqui subscrevo o lamento que Vitor Andrade regista: porque é que a sociedade dos Autocaravanistas não tem acorrido em maior numero, e se demita de nesta ocasiões ter efectivamente contribu9ido e participado mais activamente? Essas respostas não me cabe dar, mas decreto que me é licito perguntas quer por mais perguntas , quer por respostas.
3) O ONGA é um Observatório sobre o Autocaravanismo, para o autocaravanismo, e não um enorme umbigo onde os autocaravanistas se revejam num espelho de elogio mútuo. Foi apare sentado, proposto e votada a sua criação no I Seminário Nacional do Autocaravanismo, e a sua composição inicial cooptou o ingresso e convite a AECAMP, que o aceitou, e por isso, porque não há membros mais iguais que outros, com os mesmo direitos e deveres dos demais. Ou seja no caso concreto a s intervenções de todos os membros resultaram no comunicado que regista o consenso das posições assumidas… basta relê-las para ver, que apesar das divergências de objectivos de cada uma das entidades presentes no ONGA, se registaram muitas identidades de ponto de vista sobre assuntos realmente de interesse para o autocaravanismo itinerante. Posta a questão de outro modo: -há alguma entidade, clube ou organização de autocaravanistas que não possa subscrever o comunicado final? Ou de discordar do seu teor? Ou de nele ver uma ameaça as suas necessidades, interesses, expectativas ou direitos? Concretamente o Paulo sente-se ofendido pelo comunicado do ONGA como leader de opinião ou administrador do portal CCP? O que é que causa a apreensão, apenas a participação da AECAMP’ e esta apreensão saiu justificado com o teor das conclusões da reunião do ONGA?
Peço desculpa pelo alongado da minha exposição. Ela deve-se e encontra fundamento parcial 1) na qualidade dos meus interlocutores, 2) no respeito que me merecem os autocaravanistas que constituem a maioria silenciosa, mas interessada neste fórum, o mais lido do seu sector e 3) Na consciência de que este fórum é lido e analisado por uma ampla camada da opinião publica, desde autarcas, a deputados, desde empresas privadas, a associações e clubes, desde autoridades policiais a empresas comercias do sector do autocaravanismo, incluindo, naturalmente proprietários e parques de campismo, de restaurantes e outras estruturas turísticas. Ou seja. Nós enquanto autocaravanistas não estamos sós, estamos num meio social, com direitos e com deveres, e isso constitui o estatuto de cidadania responsável. A nossa participação será tanto mais aceite, compreendida e apoiada por não autocaravanistas, e pelas autoridades em geral se nos dermos a esse respeito. Pelo nosso comportamento, pelas nossas intervenções publicas, pelas nossas contribuições em geral para o bem estar social e desenvolvimento da sociedade.
Faço votos que assim bem me entendam! Bem Hajam.
Decarvalho
PS:
Para meditação acrescida, consta da base de dados de áreas para AC do fórum Campingcar Portugal (hoje comum ao CPA) o seguinte:_
- 49 áreas de serviço para AC
- 91 áreas de estacionamento para AC
- 38 áreas de serviço em Campings
- 5 áreas de AC em auto-estradas
- 9 aderentes ao Portugal tradicional